domingo, 22 de novembro de 2015

Os Trinta E Um Primeiros Dias Desta Humanidade



Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia primeiro
No qual nos tornamos
Racionais.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia segundo
No qual almejamos
A Imortalidade.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia terceiro
No qual erguemos
Nossas mãos aos céus.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia quarto
No qual erigimos
Deuses de mármore.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia quinto
No qual moldamos
Bezerros de ouro.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia sexto
No qual cunhamos
Moedas de ouro.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia sétimo
No qual valorizamos
As notas de dinheiro.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia oitavo
No qual nos ajoelhamos
Perante altares.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia nono
No qual nos curvamos
Ante outros Humanos.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia décimo
No qual nos reunimos
Em cidades.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia décimo primeiro
No qual fundamos
Os países.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia décimo segundo
No qual escravizamos
Outros Humanos.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia décimo terceiro
No qual nos tornamos
Assassinos e ladrões.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia décimo quarto
No qual nos tornamos
Estupradores e sequestradores.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia décimo quinto
No qual nos tornamos
Traficantes e Saqueadores.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia décimo sexto
No qual nos tornamos
Pedófilos e Psicopatas.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia décimo sétimo
No qual nos tornamos
Homens e Mulheres.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia décimo oitavo
No qual nos tornamos
Gays e Lésbicas.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia décimo nono
No qual nos tornamos
Reis e Presidentes.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia vigésimo
No qual nos tornamos
Imperadores e Ministros.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia vigésimo primeiro
No qual nos tornamos
Ateus e Religiosos.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia vigésimo segundo
No qual nos tornamos
Ricos e pobres.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia vigésimo terceiro
No qual travamos
Nossas primeiras guerras.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia vigésimo quarto
No qual desenvolvemos
Nossas primeiras tecnologias.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia vigésimo quinto
No qual inventamos
O Bem e O Mal.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia vigésimo sexto
No qual acreditamos
No Desconhecido Amor.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia vigésimo sétimo
No qual celebramos
Os primeiros casamentos.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia vigésimo oitavo
No qual nascemos
Dos úteros das primeiras mães.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia vigésimo nono
No qual morremos
Pela primeira vez.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia trigésimo
No qual ancoramos
No Oceano Da Existencial Maldição.

Amaldiçoemos,
Humanos,
O dia trigésimo primeiro
No qual abraçamos
A Eterna Deusa Maldição.

Inominável Ser
TRINTA E UMA
VEZES
MALDITO

sábado, 21 de novembro de 2015

Ao Cu Miserável Do Deus Cristão




Ao Teu
Cu Miserável,
Ergueram um hospício
Onde pedófilos desfilam
Sodomizando garotos
Acima de altares.


Ao Teu
Cu Miserável,
Exterminadas foram
Tribos,
Crenças,
Sábios.


Ao Teu
Cu Miserável,
Eliminaram aqueles
Que pensaram
Por si mesmos
Em altíssimas fogueiras.


Ao Teu
Cu Miserável,
Semearam fraquezas
E mentiras
Que especificamente
Valem tanto quanto vômito.


Ao Teu
Cu Miserável,
Despejaram asneiras
Nas almas do rebanho,
Esta horda de chupadores
Do Teu Cu.


Ao Teu
Cu Miserável,
Um bando de
Fracassados arrombados
Persegue,
Grita,
Rouba.


Ao Teu
Cu Miserável,
Teu bando de putinhas
Todas fodidas
Abre chiqueiros
A cada esquina.


Ao Teu
Cu Miserável,
Em nome do Teu Cu,
Miserável,
A Desgraça Contemporânea
Faz festas.


Ao Teu
Cu Miserável,
A Maldição Existencial
Toma conta
De todos os lares
Mesmo fora de Ti.


Ao Teu
Cu Miserável,
A Miséria Humana,
A Deusa Miséria,
Dança mambo e salsa
Acima de toda cabeça.


Ao Teu
Cu Miserável,
A Morte,
A Deusa Morte,
Tem feito um Trabalho
Bem mais amplo.


Ao Teu
Cu Miserável,
O Caos,
O Caos Primordial,
Cada mais retorna
Para tudo engolir.


Ao Teu
Cu Miserável,
O cu de uma putinha
Que pede adoração,
A Razão cada vez mais
Perde território.


Teu Cu,
Sua putinha miserável,
Cada vez mais está
Levando esta porra toda
Para as Trevas Das
Auroras Findas Que Tu És!


SUA PUTINHA
ARROMBADA!!!


DEUS MISERÁVEL!!!


MENTIRA DE CU
RASGADO!!!


ENFIA NO CU
TEU AMOR!!!


ENFIA NO CU
TUA BONDADE!!¡


ENFIA NO CU
AQUELE CADÁVER
HÁ DOIS MIL ANOS
CRUCIFICADO
E QUE
TAMBÉM POSSUI
UM CU
BASTANTE
MISERÁVEL!!!


Inominável Ser
INIMIGO
DO DEUS
CRISTÃO

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Punhaladas E Estrangulamentos




Tudo de perturbado
E destroçado
Tem voz agora
Junto aos lobos sedentos
Do sangue de putas
Cujas buceta
Foram empaladas
Por Vlad Tepes
Em inspiradíssima noite.
A noite,
Esta sinistra criança
Rebelde e insensata
Para mim,
Trazendo apunhaladores,
Estranguladores
E atores da
Oculta Ordem
Que incentiva
A Desgraça Contemporânea
A baterem em minha
Cova
Toda meia-noite.
Toda meia-noite,
Uma sufocante hora
Torturante
Da porra de minha
Alma,
Alma também criminosa
Que me diz:

“Você apunhalou
Alguém,
Você estrangulou
Alguém,
Alguém,
Sim!”

Sim,
Alguém,
E ela continua
Falando:

“Você apunhala
Alguém,
Você estrangula
Alguém,
Alguém,
Sim!”

Sim,
Pelos Diabos
Do Abismo,
Sim,
E ela continua:

“Você vai
Apunhalar
Alguém,
Você vai
Estrangular
Alguém,
Alguém,
Sim!”

Sim,
Minha alma diz
Toda meia-noite,
Na nudez
Das atmosferas,
Na unidade
Das esferas,
Na realidade
Que se esconde
No Tapete
De Realidades!
Realidades onde
A Deusa
Meia-Noite
Tem para mim
Uma mensagem,
Um recado,
Um alerta…
Ou
Uma mentira?
Ou
Uma meia-verdade?
Ou
Isso não passa
De uma loucura
Minha
Nesta Realidade?

“Tanto faz,
O Tempo dirá
Se alguém
Você vai
Estrangular
Ou apunhalar
Ou
Apunhalar
E estrangular…”

Assim diz
A minha
Quebrada alma
Toda meia-noite,
Enfim,
Ao fim,
No fim!

Inominável Ser
APUNHALADO
ESTRANGULADO
TODA
MEIA-NOITE