quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O Homem Do Sorridente Cigarro





Era uma vez
Um homem com Magia
Do alto da cabeça
Toda arrebentada
À sola dos pés
Toda ensanguentada
E que vive em trânsito
Pelas Páginas
Da Sincronicidade.
Dominando as artimanhas
Do Submundo
E atirando na cara
De Demônios
E Anjos
A própria hipocrisia
Latente dos mesmos,
Tal homem,
Lobo solitário
Do Império Mágicko,
Dança entre
Abismos,
Precipícios
E fossas.
Dançarino sem
Limites,
Ele segue ao largo
Da praia da Sanidade
Como O Louco
Usando De Sua
Própria Loucura
Para Saber Sobreviver
Em Sua Sanidade.
Caminhante Muito Antigo,
Tal amigo
Do FODA-SE
Para o civilizado
Hipócrita mundinho
Onde vive,
Acende seu cigarro
E inicia seus trabalhos…
Ele há muito
Derramou O Vinho
Do Cálice.
Ele há muito
Quebrou A Lâmina
Da Espada.
Ele há muito
Apagou O Fogo
Do Caduceu.
Ele há muito
Escondeu O Mistério,
O Inenarrável Mistério,
Do Pentáculo.
John Constantine
É o mais aberto
Dos livros
E suas páginas
Escrevem-se sozinhas.
Nada de ismos,
Nada de cismas,
Ele joga
Em todos os jogos,
Ele é
Todo jogo
Dentro da lama,
Do lodo,
Da bosta
E da desgraça
Humanas.
É um Mago
Das ruas,
Das encruzilhadas,
Das esquinas,
Dos becos
E das vielas.
Um cara simples
Que se senta
Em um boteco,
Toma uma cerva
E observa cada bunda
Das mulheres que
Pela rua trafegam…
Este é Constantine,
Se ainda não conheces
A fama dele,
Um homem no extremo
Que exprime tudo de si
No espremedor
De almas
Que é
A humana existência.
E a tudo,
Tudo,
Ele sobrevive,
Claro,
Com um cigarro aceso
E um vitorioso sorriso
Nos cantos da boca.


Inominável Ser
PARA UM
CONSTANTE
AMIGO
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