sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Punhaladas E Estrangulamentos




Tudo de perturbado
E destroçado
Tem voz agora
Junto aos lobos sedentos
Do sangue de putas
Cujas buceta
Foram empaladas
Por Vlad Tepes
Em inspiradíssima noite.
A noite,
Esta sinistra criança
Rebelde e insensata
Para mim,
Trazendo apunhaladores,
Estranguladores
E atores da
Oculta Ordem
Que incentiva
A Desgraça Contemporânea
A baterem em minha
Cova
Toda meia-noite.
Toda meia-noite,
Uma sufocante hora
Torturante
Da porra de minha
Alma,
Alma também criminosa
Que me diz:

“Você apunhalou
Alguém,
Você estrangulou
Alguém,
Alguém,
Sim!”

Sim,
Alguém,
E ela continua
Falando:

“Você apunhala
Alguém,
Você estrangula
Alguém,
Alguém,
Sim!”

Sim,
Pelos Diabos
Do Abismo,
Sim,
E ela continua:

“Você vai
Apunhalar
Alguém,
Você vai
Estrangular
Alguém,
Alguém,
Sim!”

Sim,
Minha alma diz
Toda meia-noite,
Na nudez
Das atmosferas,
Na unidade
Das esferas,
Na realidade
Que se esconde
No Tapete
De Realidades!
Realidades onde
A Deusa
Meia-Noite
Tem para mim
Uma mensagem,
Um recado,
Um alerta…
Ou
Uma mentira?
Ou
Uma meia-verdade?
Ou
Isso não passa
De uma loucura
Minha
Nesta Realidade?

“Tanto faz,
O Tempo dirá
Se alguém
Você vai
Estrangular
Ou apunhalar
Ou
Apunhalar
E estrangular…”

Assim diz
A minha
Quebrada alma
Toda meia-noite,
Enfim,
Ao fim,
No fim!

Inominável Ser
APUNHALADO
ESTRANGULADO
TODA
MEIA-NOITE
Reações:

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