sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A Incentivadora



Há agora um rosnado alto,
Vagando nas Trevas Abissais,
Ondas de Eterno Ódio
Que A Incentivadora
Traz para junto de nós.

Aprendemos com esse Ódio,
Navegamos nesse Ódio,
Caminhamos nesse Ódio,
Aceitamos esse Ódio,
Negamos esse Ódio.

Nós,
Os que somos Inomináveis,
Ignoramos seu mundo,
Desprezamos sua civilização,
Rasgamos suas leis.

Nós,
Os Inomináveis,
Queremos um novo mundo,
Uma nova civilização,
Infindas novas leis.

A Incentivadora
Incendeia nosso coração,
Assassinando O Bem,
Assassinando O Mal,
Assassinando A Separação.

A Incentivadora
Arranca nosso coração,
Nos dá O Morto Coração,
Morto para O Efêmero,
Morto para O Homem.

Não odiamos,
Mas Sabemos do
Eterno Ódio
Daqueles que querem
Vossa destruição.

Não,
Mortais,
Não temos ódio
Por vocês,
Nem teremos.

A Incentivadora
Nos guia
Além do que vocês
Crêem ser
A Vida.

A Incentivadora
Nos guia
Através dos
Longos Portões Além
Da Morte.

Como já dissemos
Nesta Cova,
Neste Abismo,
Não somos bons,
Não somos maus.

Somos Inomináveis,
Mensageiros de palavras
Que toquem suas mentes,
Suas almas,
Seus corações.

Somos Inomináveis,
Inomináveis Seres
Diante
Do Grande Espelho
Da Eternidade.

A Incentivadora
Nos tem como
Irmãos,
Filhos,
Guerreiros.

A Incentivadora
Nos Quer,
Dentro Das Trevas,
Guerreando Pelo
Verdadeiro.

O Verdadeiro Ser.

O Verdadeiro Ter.

O Verdadeiro Ouvir.

O Verdadeiro Ver.

O Verdadeiro Ousar.

O Verdadeiro Saber.

E,
Não,
A sacra mentira vossa
Tão odiada pelos Obscuros,
Mortais.

A Incentivadora Observa.

A Incentivadora Preserva.

A Incentivadora Reserva.

Nas Trevas Inomináveis,
Nas Luzes Inomináveis,
Com Ela
Aprendemos A Linguagem
Mais Verdadeira De Todas:

A do Silêncio.

Inominável Ser
INOMINAVELMENTE
SILENCIOSO

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