sábado, 19 de dezembro de 2015

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Vejam esta gente,
Vejam este sangue,
Vejam este tributo
Que O Homem
Ergueu insolente
E que torna
A Luz
Cada vez mais distante.
Os corvos,
Os abutres,
Os urubus,
Os ratos,
As moscas
E as baratas
Erigem monumentos
Em meio aos festins
Pela humana carne
Que cada vez mais
Apodrece,
Fede,
Balança
E ao solo cai.
Os porcos
Por aí
Se divertem agora,
Com suas fúteis
E vazias loucuras.
As Formiguinhas
Esmagáveis
Se vangloriam
De seus arrogantes
Estandartes
De vômitos
E bostas
À luz do sol
E do luar
Abençoadas
Pelo beijo
Da Desgraça.
Está tudo acabado,
Humanidade,
Tudo acabado…
E ainda não percebemos
Porque somos
Cegos,
Surdos
E alienados
Em relação ao esgoto
Bem profundo
No qual nos encontramos.
Mas,
Eu aqui escrevo
Este inominável poema
Inominável
Para o vento,
O nada,
O vazio,
O esquecimento…
Escrevo como
Humana
Formiguinha,
Humano
Porco,
Que queria ser
Além do medíocre
Humano…
Escrevo,
Arrebatado
Pelo ódio,
Pela revolta,
Pelo medo…
E pela solidão
De não ter ninguém
Por perto
Para poder falar
Sobre a merda
Sem volta
Na qual o mundo
Está.


É foda,
Porcos,
Formiguinhas,
Meus humanos
Irmãos
No terrestre esgoto!


Inominável Ser
RUMINANDO
TRABALHANDO

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