sábado, 23 de janeiro de 2016

Um Demônio



O aço abençoado com sangue,
O frio da morte correndo
Pelo asfalto das ruas,
Cabeças decapitadas falando
Os nomes dos decapitadores,
Balas perfurando corações
E falando de toda sorte
De sangrenta abominação…

Você aí pode sentir
O doce odor de um cadáver
Em si mesmo,
Em seus consortes,
Em seus filhos,
Em seus amigos,
Em seus vizinhos,
Em tudo,
Em todos,
O plano é deteriorar,
O recinto está fedendo…

Um Demônio pinta a cara
Com as vísceras de uma
Criança degolada…
Um Demônio arranca o coração
De um mendigo apedrejado
Até a morte…
Um Demônio suga a
Massa cerebral
De um índio morto
A chutes na cabeça…
Um Demônio suga o sangue
Dos mortes em crimes
De brutal violência…
Um Demônio saboreia
A dor de um torturado
Em uma cadeia…
Um Demônio ri
Da dor de uma estuprada
Em uma mata…
Um Demônio se alimenta
Do viciado em heroína,
Cocaína,
Álcool,
Cigarro
E outras desgraçadas drogas…
Um Demônio…
Um Demônio…
Um Demônio…

Para cada crime,
Um Demônio.
Para cada vício,
Um Demônio.
Para cada inspiração
Em um crime,
Um Demônio.
Para cada incentivo
Em um vício,
Um Demônio.
Nas esquinas sangrando,
Um Demônio.
Nas matas sangrando,
Um Demônio.
Nos bairros sangrando,
Um Demônio.
Nos bares sangrando,
Um Demônio.
Sangrando,
Um Demônio.
Sangrando,
Um Demônio.
Sangrando,
Um Demônio.

Um Demônio para cada
Ser humano,
Este que influencia
Todo Demônio.
Somos uma raça perversa
E perdida,
Humanos,
Uma raça de idólatras,
De bêbados,
De drogados,
De alienados,
De estúpidos,
De assassinos,
De ladrões,
De monstros,
De traiçoeiros,
De crucificadores,
De linchadores,
De estupradores,
De suicidas,
De Verdadeiros
Demônios!

Os Demônios
Do Abismo Infernal
Aprendem mais conosco
Do que nós com Eles.
Este é um fato,
Demônio.
Este é um relato,
Demônio.
Esta é uma afirmação,
Demônio.
Esta é A Verdade,
Demônio.

Inominável Ser
UM
DEMÔNIO
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