quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Occultus Meditatio Aeternus



Evoco a mim mesmo
Nesta meia-noite,
A hora dos Feiticeiros
E dos Bruxos,
Dos Magos
E dos Magistas,
De Nyx
E Hecate,
De Kain
E Hades,
De Lilith
E Baphomet,
De Selene
E Erekshigal,
De Perséfone
E Esú,
De Fenrir
E Pombogira,
De Satan
E Morrigan,
De Anúbis
E Hela!

Evoco como o planejador
Da minha morte
Para o mundo das misérias
Que me ronda,
Para o círculo das maldições
Que me roem,
Para a prisão das desgraças
Que em mim rugem!

Evoco ao Verdadeiro Eu
Entre os recônditos ocultos
De meu Inominável Ser,
Inominavelmente
Caminhando para dentro
De mim mesmo,
Inominavelmente
Navegando por dentro
De mim mesmo,
Inominavelmente
Viajando para dentro
De mim mesmo!

Evoco despindo-me
Desta carnal veste
Que envelhece,
Desta personalidade
Que apodrece,
Desta individualidade
Que entorpecente,
Desta consciência
Que ilude!

Evoco afogando-me
Na Inconsciência,
Gerando atritos
Em minha Essência,
Somando conflitos
Ao meu Infindo,
Experimentando novos
Universos
Em meu Microcosmo,
Criando novas
Criações
Em meu Macrocosmo!

Evoco
Sendo O Coveiro
De Mim
Mesmo!

Evoco
Sendo A Cova
Em Mim
Mesmo!

Evoco
Sendo O Abismo
De Mim
Mesmo!

Evoco
Sendo O Abismal
Em Mim
Mesmo!

Evoco
Sendo O Poema
De Mim
Mesmo!

Evoco
Sendo A Poesia
Em Mim
Mesmo!

Evoca
Sendo O Sombrio
Nas Trevas Minhas
Enforcado!

Evoco
Sendo O Sombrio
Nas Luzes Minhas
Enforcado!

Evoco
Sendo
O
Inominável!

Inominável Ser
EVOCADO





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