sexta-feira, 4 de março de 2016

A Serpente, A Leoa E A Loba - Canto II



Contive a emoção
E expandi meu coração,
Não me tornei refém
Do sentimento menor,
Resgatei em mim
Todo o meu
Sentimento maior.
Ritmos de guerras,
Ritmos de batalhas,
O quente clima de sangue
Nas fornalhas
Era O Ato Da Serpente,
Era O Ato Da Leoa,
Era O Ato Da Loba,
Diante de mim.
Tão pequeno diante de
Titânides,
Eu,
Tão pequeno ser,
Diante de tão
Grandes Senhoras!
Lilith desceu
De Seu garanhão,
Abriu os lábios
E entoou
A Canção Do Deserto.
Vós podeis ouvir
A Canção Do Deserto?
Vós podeis sentir
A Canção Do Deserto?
Vós podeis tocar
A Canção Do Deserto?
Vós podeis Ser
A Canção Do Deserto?
Eu entoei,
Com Ela,
Minha Serpente-Mãe,
A Canção Do Deserto!
Eu ouvi,
Dela,
De mim,
Minha Serpente-Mãe,
Eu Filho Da Serpente
Que Ela É,
A Canção Do Deserto!
Eu senti,
Dela,
De mim,
Minha Serpente Eterna,
Eu Serpente Coroada
Da Serpente Que Ela É,
A Canção Do Deserto!
Eu toquei,
Nela,
Em mim,
Minha Grande Mãe Primeira,
Eu Grande Filho Dela
Que É Mãe De Todos
Os Serpentinos Seres,
A Canção Do Deserto!
Eu fui,
Nela,
Em mim,
Nela Soberana Serpente
Soberana Do Deserto,
Eu Soberano Entre
Os Soberanos Filhos Dela,
A Canção Do Deserto!
Quebrei as bases,
Rompi os lares,
Compreendi toda Serpentina
Razão Natural!
Queimei as brasas,
Acendi
A Antiga Fogueira,
Fiz-me a folha da figueira,
Aquela figueira que testemunhou
A Queda De Tebas,
A Queda De Atenas!
Reagi ao impulso,
Semeei o pulso,
Girante em ziguezague
Me pus diante dos túmulos,
Os túmulos dos cemitérios
Abaixo das cidades turcas,
Abaixo das cidades européias!
O Machado Da Serpente
Toquei,
A Serpente me fez empunhar
Seu Machado!
Oh,
Glória Dos Bravos
Das Serpentinas Caminhadas!
Oh,
Glória Dos Valentes
Das Serpentinas Moradas!
Oh,
Glória Dos Presentes
Nas Serpentinas Orgias!
Oh,
Glória Dos Reinantes
Nas Serpentinas Batalhas!
Empunhar
O Machado Da Serpente
Me fez relembrar
Dos meus combates
Pela Cósmica Estrada!
Com machados menores,
Sangue derramei
E honrei aos
Grandes Senhores
Das Sangrentas Estradas!
Com machados maiores,
Sangue derramei
E honrei aos
Senhores Das Sangrentas Marchas!
Com o
Machado Da Serpente,
Sangue derramo
A cada verso recheado
De bélico veneno
Da Serpentina Poesia
De Todos Os Venenos!
As Visões
Me embebedaram,
As Visões
Me tragaram,
Bêbado continuei
Ajoelhado,
Tragado continuei
Ajoelhado…
E o Machado Dela,
O Machado Da Serpente,
Continuou apoiado
Em meu esquerdo braço.
E a Vulva Dela,
A Vulva De Lilith,
Nua Tragando E Embebedando
A Consciência Das Esferas,
Abriu-se diante de mim,
Muitas outras batalhas
Ainda Vi,
Muito sangue a mais
Ainda Vi derramar…
Meu sangue assim,
No Deserto,
Vi eternizado ficar…
A Vulva se abria,
Lilith gargalhava,
A Vulva me envolvia,
Lilith gargalhava…
O Machado me amparava
E a consciência minha
Eu não perdia…
O Machado me amparava
E a cada gargalhada
Da Serpente
Mais do que eu sou
Ela me Revelava…





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