segunda-feira, 23 de maio de 2016

Da Longa Vastidão De Infindos Sonhos No Inferno




Art by Maxim Verehin 


Nenhuma condenação acima
Do Inferno existe
Para aqueles que se reúnem 
Em redor das Negras Chamas
Noturnas.

O Estranho Corvo Canta
E Suas Lágrimas Caem
Nos Umbrais Que Nunca
Verão As Chamas.

Ouço no corredor principal
Da Cova Cósmica
A Perdida Palavra
Que Os Pais Do Inferno
Moldaram Antes Da Obra.

E O Chaveiro Das Almas
Abre Os Portões
Em Direção À Escadaria
Da Mais Baixa Fossa.

Tumulto há por toda parte
E por todo lado gritos
Daqueles que jazem
No terrível circular
Das Trevas Infernais.

E Os Governantes
Do Infernal Império
Seguem Empunhando Férreos
As Espadas Imortais.

Eu carrego cadáveres
E cadáveres me alimentam
Diante dos Tronos
Dos Quatro Reis Coroados
Que me doutrinam ferozes.

E A Infame Trombeta
Da Verdade Do Povo
De Todo O Inferno
Toca Quinze Vezes.

E as Maravilhas
E os Horrores
Dos Infernais Campos
Chegam ao meu Ser
Como insanas sopranos.

E Tudo Isto Pertence
Ao Inferno Que Existe
Em Um Plano Inescapável
Que Todo Ser Humano Porta:

Sua própria consciência.

Inominável Ser
CONSCIENTE
DO INFERNO
N'ALMA DELE





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