quarta-feira, 25 de maio de 2016

Entre Abismos Que Se Abrem Diante Dos Meus Passos



Art by Brian M. Viveros 


A Estrada Invisível
Se abre para meu primeiro
E único passo
Onde derramarei gotas
Do meu sangue
Como oferta ao Diabo.
Mas,
O Diabo não quer o meu
Sangue
E nem o sangue de outro
Qualquer desgraçado...
Fico,
Então,
Na bruma
E na penumbra,
Vagando de passo em passo
Pelas Terras Áridas
E bebendo no Grande Deserto
Do mijo de Lilith
Jogado em minha cara.
Fico nada vacilante
Ao beber o que Ela me dá
E cago para qualquer uma
Que lá de cima
Nada me dáoudeuoudará!
Cago para tudo,
Acabo de beber do mijo Dela
E subo diversas montanhas,
Passo por diversos Campos,
Me aventuro em diversos
Abençoados Cemitérios
E escrevo meu 
Verdadeiro Nome
Na lama que escorre
Da Fossa Mais Abissal...

Vou seguindo dando meus passos
Nesta minha jornadas de infinita
Grata psicopatia ambulante
De mendigo-eremita
Pelos Vales Dos Abismos...
E nenhumapenadescreverá
O que vejo lá embaixo...
Tudo lá é
O Inenarrável...

Eu mesmo sou
Inenarrável.

Sem nome.

Sem pátria.

Sem sede.

Sem fome.

Sem vida.

Morto.

Morto.

Mortomortomortomortomortomortomorto...

Inominável Ser
A CAMINHO
DA MORADA
MAIS FAMILIAR
NO FUNDO
DOS ABISMOS




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