terça-feira, 17 de maio de 2016

Os Lobos E A Grande Noite



Longe estou agora,
Rasgando os Véus
Da Grande Noite
Com as minhas garras
E fulminando as barreiras
Que me prendem à carne
Com as minhas presas...

Agora,
Neste instante,
Sou um lobo 
Sem pátria,
Sem posses,
Sem nome,
Vagando veloz
Pela Grande Noite,
A qual tenho
Como a minha Amante.

Ao meu lado,
Correm as lobas
E os lobos
De voracidade gigante,
Uivando para
A Senhora Lunar
E honrando
O Senhor 
E A Senhora
Dos Lobos
Da Grande Noite.

Sou agora
Selvagem,
Sou agora
Livre,
Sou agora
Uma tempestade rasgando
Os Noturnos Campos,
As Noturnas Florestas,
Sem medo,
Sem tremores,
Sem temores!

Semelhante
Ao Grande Caos
E ao Grande Abismo,
Minha veloz corrida
Percorre Estradas Sagradas
Nunca mais percorridas
Por muitos desta
Humanidade Perdida!

Por isso,
Na Grande Noite,
No Véu Noturno,
Na Madrugada Mais Divina,
Convoco a todos
Para juntos sermos
Lobos!

E uivarmos
Em direção
À Mãe Lunar!

E uivarmos
Em direção
Ao Primeiro Lobo!

E uivarmos
Em direção
À Primeira Loba!

E evocarmos,
Assim,
O Cósmico Recinto
Da Verdadeira Natureza
Revelada Nas
Noturnas Brumas!

Uivemos!

Uivemos!

Uivemos!

Uivemos!

Uivemos!

Uivemos!

Uivemos!

Uivemos!

Uivemos!

Inominável Ser
UIVANDO





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