quinta-feira, 30 de junho de 2016

E Eu Fico Apenas Aqui


Art by Toshihiro Egawa


Há uma mulher ali
metendo uma garrafa
de caninha da roça
no meio do cu,
cagando e dando
essa mistura saborosa
para um homem
todo rasgado
e estuprado
que mostra a piroca dura
para ela,
babando
e também cagando.

Passa agora
um chupador de pirocas
com um bando de pirocas
cortadas ao pescoço
e um assassino escroto
que conheci na Lapa
nos anos 30,
ele tinha vadias
e alguns viados
nas palmas das mãos,
morreu espancado
pela Madame Satã
em uma manhã
de sol
em Santa Teresa.

Algo se aproxima
rastejante 
tem cheiro de buceta
menstruada,
faz um barulho torto
de coisa estragada,
esmaga o asgalto
como um peso morto
de milênios fodidos,
é um tal de
"Salvador do Mundo"
que foi crucificado
entre dois escarros,
desceu aos Infernos
para fumar
o cigarro do Diabo
e ressuscitou
ao terceiro dia
como um aleijado
que se arrasta pelo solo
como um zumbi fodido
do caralho.

Passa depois,
como antes também
havia passado,
uma horda de santos
que bebem o sangue
da buceta
daquela mulher
da garrafa de cachaça;
uns gatos sem pêlos
que arranham as peles
de degoladas crianças
e mães decapitadas;
uns cegos que esquartejam
surdos
pisando nos testículos de
mudos;
uns fazedores de viúvas
trazendo ao colo
os fígados cozidos,
que eles comem,
de milhões de mulheres
e homens;
uns...
outros...
alguns...

E eu fico apenas aqui,
dizendo adeus
a lábios e corpos
que jamais beijarei;
a sonhos e realizações
que jamais obterei;
a bens e males
que vão e vem;
a sons e tons
que surgem e desaparecem;
a Deuses e Deusas
que já morreram;
a Demônios
que nunca chegam;
a Exus e Pombagiras
que não servem para nada;
aos que me defendem
e aos que me oprimem,
um bando de gente descarnada
que mando tomar no meio do cu
todo dia,
toda hora,
todo minuto,
todo segundo,
todo milionésimos de segundos,
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU
VÃO TOMAR NO MEIO DO CU!!!

E eu fico apenas aqui,
frio,
sozinho,
amargo,
derrotado,
fracassado...

E eu fico
no frio,
na solidão,
na amargura,
na derrota,
no fracasso...

Apenas aqui
na companhia
do Deus Frio,
da Deusa Solidão,
da Deusa Amargura,
da Deusa Derrota,
do Deus Fracasso,

os quais mando
também tomar no
meio do cu,
mas eles também ficam
apenas
aqui...

Inominável Ser
QUE FICA
APENAS
AQUI





quarta-feira, 29 de junho de 2016

Sem Mais Margens Em Rios Sedosos


Pain - Mariusz Lewandovski


Progressivamente, um ato de um Arauto da Dor é sempre a peça-chave de um enredo de lamentações. Isto é assim aos olhos dos cegos, dos profanadores da Deusa Poesia que fogem da Deusa Dor; para os filhos desta, os poetas, a melhor definição da vida que se morre todo dia é...


um rio onde se bebe
desgraçada água...

um rio onde se banha
miseravelmente
a alma...

um rio onde se escondem
maldições
de infinitas asas...

não dormimos
não acordamos
nós somos eternos
campeões de natação
em amargos rios

não somos bons
não somos maus
nós somos eternos
desregrados no meio
de dolorosos rios

não somos simpáticos
não somos antipáticos
somos eternos
apáticos sensíveis
de frios rios

não amamos
não odiamos
somos fazedores
de nossos casamentos
com modorrentos rios

não temos riquezas
não temos pobrezas
somos eremitas
praticamente mendigos
em venenosos rios

não agradamos
não desagramos
somos terrenos
de lavouras assassinadas
em rutilantes rios

não ouvimos 
não vemos
não tocamos
não saboreamos
não somos

e mesmo assim
nadamos em 
poéticos rios
nós
Os Dolorosos Poetas


Assobiem e nos chamem, venham conosco nadar apenas aqueles que valorizam as lágrimas, as tristezas, as angústias e as amarguras voltando-se para O Ato de serem Profetas Da Dor.

Vamos nadar...

Inominável Ser
NADANDO
EM ESPLÊNDIDO
RIO
DE ETERNA
SOLIDÃO





terça-feira, 28 de junho de 2016

Seu Mundinho Plastificado Está Prestes A Ser Despedaçado


Makishima Shougo


Veja como é linda
a sua vidinha:
a segurança de um lar
moldado pelo que
todos dizem
o que você deve ser;
a esperança de um mar
de glórias
e sucessos
que te obrigam a ter;
a estabilidade de sonhos
que a mídia imprime
à velocidade da luz
em seus pensamentos;
as maravilhas tecnológicas
que te afastam 
cada vez mais
do humano contato
olho no olho;
a doença consumista
que te fez uma
eficiente lavagem cerebral
te dizendo sempre
que você deve apenas
terterterterterterter
terterterterterterter
terterterterterterter
..............

Maravilhoso seu mundinho,
um esplendor morto
e insosso!

Pleno é o seu mundinho,
uma pilha de imundícies
que você muito preza!

Riquíssimo mesmo
é esse seu mundinho,
minha amiguinha,
meu amiguinho,
mundinho escravizador
de tuas mãos,
mundinho destruidor
de teus pés,
mundinho detonador
de teus lábios,
mundinho elaborado
para te meter profundamente
no mais vomitado buraco!

Você chegou ao ápice
junto com esta nossa
civilização de plástico
fabricada com os retalhos
de todos os impérios
que um dia fizeram
este nosso mundinho fodido
de hoje
sorrir,
festejar
e Ser!

Parabéns,
mulherzinha,
homenzinho,
O Abismo assim
está vencendo,
seus espíritos
furados
e de plástico
estão cada vez mais
regrados ao som
da música decadente
destes dias
tenebrosos!

As leis
são brinquedos
quebráveis!

Os reis
são garrafas
esmagáveis!

As religiões
são sacos
rasgáveis!

As uniões
são tampinhas
descartáveis!

Os padrões
são copos
furados!

Os bastiões
são pratos
rachados!

Apagaram a luz
da sala de estar,
sairam estuprados
todos que estavam no quarto,
ei,
sabem que até mesmo
o guarda que tomava conta
do prisioneiro mais odiável
fugiu com um travesti
que decapita bonecas
sem braços?

Fecharam as portas
do santuário,
Aquele lá de cima
já virou pó
há muito tempo,
Aquele lá de baixo
trepa com Aquelas
sempre arreganhadas!

Pisa firme,
caralho,
o solo todo
está afundando!

Querem uma ajudinha
para a descida total
na Lama Existencial?

Levantem as cabeças
e me mostrem as vossas
jugulares,
mas eu acho que
eu estaria apenas
cortando a garganta
de zumbis
que ainda teimam
em respirar.

Inominável Ser
E SUA POESIA
DE PLÁSTICO





segunda-feira, 27 de junho de 2016

A Doida - Florbela Espanca



Sad Beauty


A Noite passa, noivando.
Caem ondas de luar.
Lá passa a doida cantando
Num suspiro doce e brando
Que mais parece chorar!

Dizem que foi pela morte
D'alguém, que muito lhe quis,
Que endoideceu. Triste sorte!
Que dor tão triste e tão forte!
Como um doido é infeliz!

Desde que ela endoideceu,
(Que triste vida, que mágoa)
Pobrezinha, olhando o céu,
Chama o noivo que morreu,
Com os olhos rasos d'água!

E a noite passa, noivando.
Passa noivando o luar:
"Num suspiro doce e brando,
Pobre doida vai cantando
Que esse teu canto, é chorar!"

12/12/1915






Eternos Amigos Tenebrosos Errantes


Psycho - Tan Jia Hui


Toda a dor de Eduardo
É pelas manchas de sangue
Que não conseguiu fazer
Em mais paredes.

Toda a lamentação de Rebeca
É pela perda das facas
Com as quais perfurava
Crianças desmamadas.

Afonso estala os dedos,
Ele tem saudades
Do machado de aço
Rachando bucetas de prostitutas.

Raquel e Raíssa,
As Gêmeas Canibais,
Sentem a fome,
Querem jantar mais cadáveres.

Lorraine remexe os quadris,
Lembrando de como dançava
Pisando no sangue
De suas filhas.

Isabel mastiga bosta,
Ela gosta da sensação
Que a faz lembrar
Dos fígados dos pais.

Ramiro bate a cabeça
Em rochas bem duras,
Ele ainda tem vontade
De estripar caminhoneiros.

Sandro chora,
Ele goza lembrando
De ter estuprado e assassinado
Mil brasileiras.

Ester rasteja,
Ela procura ainda
Por mais olhos
Que com alegria comia.

Liriel vomita pó,
Rosnando como cachorra
Diante das lembranças
De suas doces punhaladas.

Ariel sacode a cabeça
Como um furacão perdido,
Ele quer arrancar pênis,
Ele quer arrancar seios.

Alexandre...

Xavier...

Renata...

Teresa...

Ruth...

Olavo...

Leonardo...

...

...

...

A Madrugada trazendo
Amigos Do Assassinato,
Condenados ao Martírio
No Vale Dos Tenebrosos Errantes.

Inominável Ser
QUE JÁ FOI
UM TENEBROSO
ERRANTE




domingo, 26 de junho de 2016

Prefácio De Poemas Malditos - Álvares de Azevedo


Álvares de Azevedo 



Cuidado leitor, ao voltar esta página!

Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico. Vamos entrar num mundo novo, terra fantástica, verdadeira ilha Barataria de D. Quixote, onde Sancho é rei, e vivem Panúrgio, sir John Falstaff, Bardolph, Fígaro e o Sganarello de D. João Tenório I—a pátria dos sonhos de Cervantes e Shakespeare.

Quase que depois de Ariel esbarramos em Caliban.

A razão é simples. É que a unidade deste livro funda-se numa binomia. Duas almas que moram nas cavernas de um cérebro pouco mais ou menos de poeta escreveram este livro, verdadeira medalha de duas faces.

Demais, perdoem-me os poetas do tempo, isto aqui é um tema, senão mais novo, menos esgotado que o sentimentalismo tão fashionable desde Werther e René

Por um espírito de contradição, quando os homens se vêem inundados de páginas amorosas, preferem Um conto de Boccaccio, uma caricatura de Rabelais, uma cena de Falstaff no Henrique IV de Shakespeare, um provérbio fantástico daquele polisson, Alfred de Musset, a todas as ternuras elegíacas dessa poesia de arremedo que anda na moda, e reduz as mordas de oiro sem liga dos grandes poetas ao troco de cobre, divisível até ao extremo, dos liliputianos poetastros.

Antes da Quaresma há o Carnaval.

Há uma crise nos séculos como nos homens. é quando a poesia cegou deslumbrada de fitar-se no misticismo, e caiu do céu sentindo exaustas as suas asas de oiro.

O poeta acorda na terra. Demais, o poeta é homem. Homo sum, como dizia o célebre Romano. Vê, ouve, sente e, o que é mais, sonha de noite as belas visões palpáveis de acordado Tem nervos, tem fibra e tem artérias—isto é, antes e depois de ser um ente idealista, é um ente que tem corpo. E, digam o que quiserem, sem esses elementos, que sou o primeiro a reconhecer muito prosaicos, não há poesia.

O que acontece? Na exaustão causada pelo sentimentalismo, a alma ainda trêmula e ressoante da febre do sangue, a alma que ama e canta porque sua vida f' amor e canto, o que pode senão fazer o poema dos amores da vida real? Poema talvez novo, mas que encerra em si muita verdade e muita natureza, e que sem ser obsceno pode ser erótico sem ser monótono. Digam e creiam o que quiserem. Todo o vaporoso da visão abstrata não interessa tanto como a realidade formosa da bela mulher a quem amamos.

O poema então começa pelos últimos crepúsculos do misticismo, brilhando sobre a vida como a tarde sobre a terra. A poesia puríssima banha com seu reflexo ideal beleza sensível e nua.

Depois a doença da vida, que não dá ao mundo objetivo cores tão azuladas como o nome britânico de blue devils, descarna e injeta de fel cada vez mais o coração. Nos mesmos lábios onde suspirava a monodia amorosa, vem a sátira que morde.

É assim. Depois dos poemas éticos, Homero escreveu o poema irônico. Goethe depois de Werther criou o Faust. Depois de Parisina e o Giaour de Byron vem o Cain e Don Juan—Don Juan que começa como Cain pelo amor, e acaba como ele pela descrença venenosa e sarcástica.

Agora basta.

Ficarás tão adiantado agora, meu leitor, como se não lesses essas páginas, destinadas a não ser lidas. Deus me perdoe! Assim é tudo! até os prefácios!




A Cada Passo De Omulu




Omulu - davijc

A cada passo de Omulu,
cada cova se abre,
todo osso bate,
todo pó desfaz-se.

A cada passo de Omulu,
os Gigantes acordam,
os Dados são jogados,
o Tabuleiro é quebrado.

A cada passo de Omulu,
a terra abre-se,
os animais calam-se,
a Natureza sacode-se.

A cada passo de Omulu,
as Trevas caem,
as Luzes saem,
A Dança permanece.

A cada passo de Omulu,
Exus gargalham,
Pombagiras dançam,
os humanos acordam.

A cada passo de Omulu,
um Aprendizado,
um Aprendiz,
um Recado.

A cada passo de Omulu,
O Correto,
O Derradeiro,
O Inabordável.

A cada passo de Omulu,
um Mistério,
todo Mistério,
O Mistério.

ase yle Omulu
ase ydu Omulu
okolo dara muka
jeda ubara faha
lake odo Omulu
korade tupo Omulu
gane gara
gane gara
gane gara

Inominável Ser
SEGUINDO 
OS PASSOS
DE OMULU




sábado, 25 de junho de 2016

Névoas - Fagundes Varela




Phleaner PRO Slider - Nude Fairy


Nas horas tardias que a noite desmaia
Que rolam na praia mil vagas azuis,
E a lua cercada de pálida chama
Nos mares derrama seu pranto de luz,

Eu vi entre os flocos de névoas imensas,
Que em grutas extensas se elevam no ar,
Um corpo de fada — sereno, dormindo,
Tranqüila sorrindo num brando sonhar.

Na forma de neve — puríssima e nua —
Um raio da lua de manso batia,
E assim reclinada no túrbido leito
Seu pálido peito de amores tremia.

Oh! filha das névoas! das veigas viçosas,
Das verdes, cheirosas roseiras do céu,
Acaso rolaste tão bela dormindo,
E dormes, sorrindo, das nuvens no véu?

O orvalho das noites congela-te a fronte,
As orlas do monte se escondem nas brumas,
E queda repousas num mar de neblina,
Qual pérola fina no leito de espumas!

Nas nuas espáduas, dos astros dormentes
— Tão frio — não sentes o pranto filtrar?
E as asas, de prata do gênio das noites
Em tíbios açoites a trança agitar?

Ai! vem, que nas nuvens te mata o desejo
De um férvido beijo gozares em vão!...
Os astros sem alma se cansam de olhar-te,
Nem podem amar-te, nem dizem paixão!

E as auras passavam — e as névoas tremiam
— E os gênios corriam — no espaço a cantar,
Mas ela dormia tão pura e divina
Qual pálida ondina nas águas do mar!

Imagem formosa das nuvens da Ilíria,
— Brilhante Valquíria — das brumas do Norte,
Não ouves ao menos do bardo os clamores,
Envolto em vapores — mais fria que a morte!

Oh! vem; vem, minh'alma! teu rosto gelado,
Teu seio molhado de orvalho brilhante,
Eu quero aquecê-los no peito incendido,
— Contar-te ao ouvido paixão delirante!...

Assim eu clamava tristonho e pendido,
Ouvindo o gemido da onda na praia,
Na hora em que fogem as névoas sombrias
– Nas horas tardias que a noite desmaia.

E as brisas da aurora ligeiras corriam.
No leito batiam da fada divina...
Sumiram-se as brumas do vento à bafagem,
E a pálida imagem desfez-se em — neblina!





Nas Ancas De Nahemah



Succubi Queens - Nahemah by Asphycsia


Nas ancas de Nahemah,
Prazeres infernais
Que elevam ao Trono
Do Êxtase Total!

Nas ancas de Nahemah,
Luxúrias infernais
Que transgridem o Palácio
Da Ruína Solar!

Nas ancas de Nahemah,
O Inferno é um lar,
Bucetas e cus infernais,
Paus e bocas infernais!

Nas ancas de Nahemah,
O Inferno é mãe voluptuosa,
O Inferno é pai abusador,
A delícia sonora de torpor!

Nas ancas de Nahemah,
O Inferno é doçura suprema,
O Inferno é primal beleza,
Vamos ao Inferno gozar!

Nas ancas de Nahemah,
Infernais tentações que
Saboreio caindo nelas
Com todo meu pau!

Nas ancas de Nahemah,
Infernais são os momentos
Em todos os movimentos
Do meu pau!

Nas ancas de Nahemah,
Infernais danças colorindo
Uma foda esplêndida
Sem inibições!

Nas ancas de Nahemah,
Eu Sou O Inferno,
Eu Sou Ashetaroth,
Eu Sou Atonershah!

Nas ancas de Nahemah,
Ela É O Inferno,
Ela É A Cantora,
Ela É A Dançarina!

Nas ancas de Nahemah,
Eu Sou O Escravo,
Eu Sou O Acorrentado,
Eu Sou O Viciado!

Nas ancas de Nahemah,
Ela É A Prostituta,
Ela É A Abominável,
Ela É A Adorável!

Borxis Nahemah Dup
Aratshan Nahemah Garp
Anatsham Nahemah Gorash
Baruk Nahemah Salpt
Baraun Nahemah Setupan
Igen Nahemah
Ytan Nahemah
Jaluk
Jaluk
Jaluk
Abodaryesyn Nahemah

Inominável Ser
GOZANDO
DENTRO DA LIRA
DE NAHEMAH