segunda-feira, 27 de junho de 2016

Eternos Amigos Tenebrosos Errantes


Psycho - Tan Jia Hui


Toda a dor de Eduardo
É pelas manchas de sangue
Que não conseguiu fazer
Em mais paredes.

Toda a lamentação de Rebeca
É pela perda das facas
Com as quais perfurava
Crianças desmamadas.

Afonso estala os dedos,
Ele tem saudades
Do machado de aço
Rachando bucetas de prostitutas.

Raquel e Raíssa,
As Gêmeas Canibais,
Sentem a fome,
Querem jantar mais cadáveres.

Lorraine remexe os quadris,
Lembrando de como dançava
Pisando no sangue
De suas filhas.

Isabel mastiga bosta,
Ela gosta da sensação
Que a faz lembrar
Dos fígados dos pais.

Ramiro bate a cabeça
Em rochas bem duras,
Ele ainda tem vontade
De estripar caminhoneiros.

Sandro chora,
Ele goza lembrando
De ter estuprado e assassinado
Mil brasileiras.

Ester rasteja,
Ela procura ainda
Por mais olhos
Que com alegria comia.

Liriel vomita pó,
Rosnando como cachorra
Diante das lembranças
De suas doces punhaladas.

Ariel sacode a cabeça
Como um furacão perdido,
Ele quer arrancar pênis,
Ele quer arrancar seios.

Alexandre...

Xavier...

Renata...

Teresa...

Ruth...

Olavo...

Leonardo...

...

...

...

A Madrugada trazendo
Amigos Do Assassinato,
Condenados ao Martírio
No Vale Dos Tenebrosos Errantes.

Inominável Ser
QUE JÁ FOI
UM TENEBROSO
ERRANTE




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