segunda-feira, 20 de junho de 2016

To Ines - Lord Byron - Tradução: Lady Death


Nemesia


 NAY, smile not at my sullen brow;  Alas! I cannot smile again:Yet Heaven avert that ever thou  Shouldst weep, and haply weep in vain. And dost thou ask, what secret woe

I bear, corroding joy and youth?And wilt thou vainly seek to know  A pang ev’n thou must fail to soothe? It is not love, it is not hate,  Nor low Ambition’s honours lost,

That bids me loathe my present state,  And fly from all I prized the most: It is that weariness which springs  From all I meet, or hear, or see:To me no pleasure beauty brings;

Thine eyes have scarce a charm for me. It is that settled, ceaseless gloom  The fabled Hebrew wanderer bore;That will not look beyond the tomb,  But cannot hope for rest before.

What Exile from himself can flee?  To zones, though more and more remote,Still, still pursues, where-e’er I be,  The blight of life—the demon thought. Yet others wrapt in pleasure seem,

And taste of all that I forsake;Oh! may they still of transport dream,  And ne’er, at least like me, awake! Through many a clime ’tis mine to go,  With many a retrospection curst;

And all my solace is to know,  Whate’er betides, I’ve know the worst. What is that worst? Nay do no ask—  In pity from the search forbear;Smile on—nor venture to unmask

Man’s heart, and view the Hell that’s there.




Nemesia


Não me sorrias à sombria fronte,

Ai! sorrir eu não posso novamente:

Que o céu afaste o que tu chorarias

E em vão talvez chorasses, tão somente.

E perguntas que dor trago secreta,


A roer minha alegria e juventude?

E em vão procuras conhecer-me a angústia

Que nem tu tornarias menos rude?

Não é o amor, não é nem mesmo o ódio,

Nem de baixa ambição honras perdidas,


Que me fazem opor-me ao meu estado

E evadir-me das coisas mais queridas.

De tudo o que eu encontro, escuto, ou vejo,

É esse tédio que deriva, e quanto!

Não, a Beleza não me dá prazer;


Teus olhos para mim mal têm encanto.

Esta tristeza imóvel e sem fim

É a do judeu errante e fabuloso

Que não verá além da sepultura

E em vida não terá nenhum repouso.


Que exilado - de si pode fugir?

Mesmo nas zonas mais e mais distantes,

Sempre me caça a praga da existência,

O Pensamento, que é um demônio, antes.

Mas os outros parecem transportar-se

De prazer e, o que eu deixo, apreciar;


Possam sempre sonhar com esses arroubos

E como acordo nunca despertar!

Por muitos climas o meu fado é ir-me,

Ir-se com um recordar amaldiçoado;


Meu consolo é saber que ocorra embora

O que ocorrer, o pior já me foi dado.

Qual foi esse pior? Não me perguntes,

Não pesquises por que é que consterno!

Sorri! não sofras risco em desvendar


O coração de um homem: dentro é o Inferno.




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