sábado, 2 de julho de 2016

Dionysus - Aleister Crowley



I bring ye wine from above,
From the vats of the storied sun;
For every one of yer love,
And life for every one.
Ye shall dance on hill and level;
Ye shall sing in hollow and height
In the festal mystical revel,
The rapurous Bacchanal rite!
The rocks and trees are yours,
And the waters under the hill,
By the might of that which endures,
The holy heaven of will!
I kindle a flame like a torrent
To rush from star to star;
Your hair as a comet’s horrent,
Ye shall see things as they are!
I lift the mask of matter;
I open the heart of man;
For I am of force to shatter
The cast that hideth -Pan!
Your loves shall lap up slaughter,
And dabbled with roses of blood
Each desperate darling daughter
Shall swim in the fervid flood.
I bring ye laughter and tears,
The kisses that foam and bleed,
The joys of a million years,
The flowers that bear no seed.
My life is bitter and sterile,
Its flame is a wandering star.
Ye shall pass in pleasure and peril
Across the mystic bar
That is set for wrath and weeping
Against the children of earth;
But ye in singing and sleeping
Shall pass in measure and mirth!
I lift my wand and wave you
Through hill to hill of delight :
My rosy rivers lave you
In innermost lustral light..
I lead you, lord of the maze,
In the darkness free of the sun;
In spite of the spite that is day’s
We are wed, we are wild, we are one.







Trago-vos vinho de cima,
Dos barris do sol célebre;
Para cada um de seu amor,
E a vida para cada um.
Vós dançareis no morro e na planície;
Vós cantareis no buraco e na altura
Em alegria mística e festiva,
O extasiante rito bacanal!
As rochas e as árvores são suas,
E as águas sob o monte,
Pelo poder daquilo que perdura,
O santo céu da vontade!
Eu acendo a chama como uma torrente
Para correr de estrela a estrela;
Seu cabelo como a cauda de um cometa,
Vereis as coisas como elas são!
Eu levanto a máscara da matéria;
Eu abro o coração do homem;
Pois eu sou forte para quebrar
O elenco que esconde - Pã!
Seus amores engolirão o massacre,
E respingadas com rosas de sangue
Toda filha querida desesperada
Nadará no dilúvio ardente.
Trago-vos o riso e lágrimas,
Os beijos que espumam e sangram,
As alegrias de um milhão de anos,
As flores que não têm sementes.
Minha vida é amarga e estéril,
Sua chama é uma estrela errante.
Passareis em prazer e perigo
Ao outro lado da barreira mística
Isso é posto para a ira e o choro
Contra os filhos da terra;
Mas vós ao cantar e ao dormir
Deve passar em ritmo e alegria!
Eu ergo meu bastão e te aceno
Através de monte a monte de delícia:
Meu rios rosados te lavam
Na mais íntima luz lustral...
Eu te conduzi, senhor do labirinto,
Na escuridão livre do sol;
Apesar do despeito que é do dia
Estamos casados, somos selvagens, somos um.




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