domingo, 3 de julho de 2016

Sob Os Véus De Bael



Ó,
Bael!

Que sob
Teus Véus,
Bael,
Eu não seja visto
Pela voracidade
Dos Terrores
Diurnos
E Noturnos
Pregados nas ruas
E nos muros!

Ó,
Bael!

Facas podem cortar
Milhões de gargantas,
Machados podem decapitar
Bilhões de pessoas,
Enchentes podem engolir
Cidades imensas,
E eu continuarei,
Sob Teus Véus,
Bael,
Invisível ao Olhar
Da Cadavérica!

Ó,
Bael!

Podem tentar
Me escravizar,
Podem tentar
Me condenar,
Podem tentar
Me expulsar,
Podem tentar
Me dinamitar,
E eu insistirei,
Abaixo de
Teus Véus,
Bael,
Em firme marchar
Montado em meu
Sanguinário Corcel!

Ó,
Bael!

Que lances
De escadas quebradiças
Eu possa
Percorrer,
Sempre ciente
De Teus Véus,
Bael,
A me rodearem
Afastando os
Degraus Inertes!

Ó,
Bael!

Que escadas cada vez
Mais altas,
Sob Teus Véus,
Bael,
Eu possa subir
Nas Auroras
E nos Zênites
Do Caminho
Da Cova!

Ó,
Bael!

Que nos Degraus
Da Escadaria
Do Abismo,
Sob Teus Véus,
Bael,
Meus pés não sejam
Envoltos pela
Névoa Tenebrosa
Acima Das Eras!

Ó,
Bael!

Que nos Degraus
Da Escadaria
Além
Do Abismo,
Sob Teus Véus,
Bael,
Minhas mãos
Não sejam acorrentadas
Pelo Carrasco Guardião
Dos Portões
Do Universo
Além De Todos
Os Universos!

Ó,
Bael!

Ó,
Bael!

Ó,
Bael!

Ó,
Bael,
Senhor Bael,
Sob Teus Véus
O Rei Terrível
Que Vocifera
Palavras Ardorosas
Não me enxerga!

Ó,
Bael,
Senhor Bael,
Sob Teus Véus
Estou protegido
A Chaga Eterna
Alastrando-Se Pela
Terra
Não bate à porta
De minha morada!

Ó,
Bael,
Senhor Bael,
Sob Teus Véus
Escancaro minha face
Ao sabor do
Sol Infernal
Ardente
Em minha alma
Cheia de cicatrizes
E feridas
Obtidas em marcha
Pela Existencial
Estrada!

Ó,
Bael!

Ó,
Bael!

Ó,
Bael!

Teus Véus
À minha
Esquerda!

Teus Véus
À minha
Direita!

Teus Véus
Às minhas
Costas!

Teus Véus
À minha
Frente!

Ó,
Bael!

Ó,
Bael!

Ó,
Bael!

Inominável Ser
SOB
OS VÉUS
DE BAEL 




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