domingo, 4 de setembro de 2016

A Serpente, A Leoa E A Loba - Canto VI


Babalon - Loren 86


Não havia restos
Dos dias
E nem se encontravam
Dias de restos
Durante aquela
Marcha Gloriosa
Sibilina,
Leonina
E Lupina.
Pela Estrada,
Eu apenas notava
O nascer da
Lua Negra,
O nascer da
Lua Rubra,
O nascer da
Lua Prateada.
O firmamento todo
Era
A Escuridão,
A Deusa Escuridão,
A Alta Senhora
Que nos observava,
A Alta Senhora
Que nos consagrava,
A Alta Senhora
Que nos abençoava.
Cavalgando entre os meus,
Entre os da minha
Verdadeira Família,
Distantes de nós
Eu via apenas
Campos de batalha,
Rios de sangue,
Gritos rijos
E lágrimas raras.
As Montanhas De Crânios
Erguiam-se ante meus
Olhos sedentos
Pelo ardor sangrento
De uma batalha;
Pelo saciar a minha sede
Com o sangue dos rios
Formados a partir
Dos cadáveres
Dos meus inimigos;
Pelo grito rijo da vitória
Que sairia da minha
Garganta vitoriosa;
Pelas lágrimas,
Que em mim não são
Raras,
Vertidas em comemoração
À minha vitória!
Vitória esta que
Seria
A de meus
Sanguinários Irmãos!
Vitória esta que
Seria
A de minha
Sanguinária Mãe Lilith!
Vitória esta que
Seria
A de minha
Sanguinária Mãe Babalon!
Vitória esta que
Seria
A de minha
Sanguinária Mãe Hecate!
Uma vitória anunciada
Pelos Negros Anjos Da Guerra
E pelos Demônios Da Guerra,
Povos do Natural
Que acima
Nos acompanhavam
Apontando suas flechas
Para as cruzes quebradas
Caídas nos campos de batalha
Dos Filhos Do
Anti-Natural!
Anjos Noturnos Inomináveis
E a Corte Celeste Inominável
Recolhiam as vestes
Dos vencidos
E apoiavam os crânios
Nas formações
De novas montanhas.
Sim,
Anjos,
Verdadeiros Anjos,
Servem ao Natural,
Seja na Guerra
Que agora se expande,
Seja na Paz
Que no
Grande Dia Do Amanhã
Se expandirá!
Anjos Do Sangue
Tocam trombetas,
As Trombetas Do Crânio
Da Criação,
Anunciando a chuva
De sangue
Que começou a nos banhar
Em marcha para
Har Mah Ron!
Lilith
Abriu Seus lábios
E do sangue a cair
Do firmamento
Bebeu!
Babalon
Abriu Seus lábios
E do sangue a cair
Do firmamento
Bebeu!
Hecate
Abriu Seus lábios
E do sangue a cair
Do firmamento
Bebeu!
Eu
Abri meus lábios
E do sangue a cair
Do firmamento
Bebi!
Meus Irmãos
Abriram os lábios
Deles
E do sangue a cair
Do firmamento
Beberam!
O Sangue A Cair
Do Firmamento:
Que gosto saudável!
O Sangue A Cair
Do Firmamento:
Que alegre licor!
O Sangue A Cair
Do Firmamento:
Que feliz motor!
O Sangue A Cair
Do Firmamento:
Que magnifico louvor!
O Sangue A Cair
Do Firmamento:
Que lampejo de Amor!
O Sangue A Cair
Do Firmamento:
Ó,
Eterno Verdadeiro Amor!
O Sangue A Cair
Do Firmamento:
Ó,
Eterno Verdadeiro Matriarcado!
O Sangue A Cair
Do Firmamento:
Ó,
Eterno Verdadeiro Patriarcado!
O Sangue A Cair
Do Firmamento:
Ó,
Grande É O Verdadeiro Sangue
Que Naquela Marcha
Em Direção Bélica
A Har Mah Ron
Foi Consumido!
Era O Sangue
Do Natural,
O Sangue
Que É O Mesmo
Da Serpente,
O Sangue
Que É O Mesmo
Da Leoa,
O Sangue
Que É O Mesmo
Da Loba,
Sangue
Da Verdadeira Mãe
Acima Das Mães,
Sangue
Do Verdadeiro Pai
Acima Dos Pais,
Sangue Guerreiro
Que Nos Faria
Guerrear Muito
Mais
Sem Deixarmos De
Sibilar,
Rugir
E Uivar
Com Toda Força Nossa
Capaz,
Amada,
Alada,
Veloz,
Feroz,
Voraz,
Sanguinária!




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