domingo, 18 de setembro de 2016

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Tête du Mort - Antoine Joseph Wiertz


Bebi No Crânio Da Vida 
 O Vinho Vital Do Crepúsculo 
De Todos Os Dias, 
Fiz Meu Ritmo Cadenciar 
 As Ondas Bravias 
Do Grande Cósmico Mar, 
 A Deusa Morte 
Organizou Minha Cova 
Sem Me Fazer Sequer Negar 
 A Sabedoria Do Crânio 
 Que Fica A Elaborar 
 As Respostas Todas Contidas 
 No Seguir Da Verdadeira Morte 
 Para Todas As Coisas Vazias 
E No Declarar-Se Diante 
Da Própria Diurna Morte 
 Verdadeiramente Vivo 
 Na Grande Noite 
Que Fala Das Vidas 
Das Divinais Sendas Noturnas 
 Onde Todo Crânio Jaz 
 Perante A Face Dos Vitoriosos 
 Da Guerra Contra 
 Todas As Mentiras Carnais... 
 Meu Crânio Ali Jaz... 
 Nossos Crânios Ali Jazem... A
o Que Tu Te Apegas 
Vendo Já Vosso Crânio 
 Tornando-Se Pó 
 Na Cova Que Tua Serás?

Inominável Ser
NA COVA
QUE É
DELE



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