quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Devaneios De Intermináveis Internas Madrugadas


Untitled - Modelo: Fawnya Frolic - Fotógrafo: Andre Titcombe
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Me reviro,
remexendo meus Demônios
particulares,
especulando sobre
minha vida
e minha morte,
sentindo o gosto quente
de desejos ardendo
em meus poros…


A madrugada ferve,
ferve dentro do meu
calabouço cheiro
de feras famintas…


A madrugada ferve,
ferve dentro do labirinto
de sátiros pervertidos
dentro de minha alma…


A madrugada ferve,
ferve na fogueira
mais do que infernal
do meu coração…


Meus pensamentos descem
para onde estão meus
apocalípticos tons…


Meus pensamentos descem
para onde se encontram
minhas ferozes vestes…


Meus pensamentos descem
para onde navegam
meus barcos perfuráveis…


Entre as minhas pernas,
gritos de centenas
de insanos desejos…


Entre as minhas pernas,
redemoinhos de milhares
de impiedosos sonhos…


Entre as minhas pernas,
furacões de milhões
de sonoros pesadelos…


E infinitas
são as madrugadas
entre o cair


de suor


de esperma


e de lágrimas


Madrugadas de todas
as horas possuindo
os detritos


de minha mente


de minha alma


de meu corpo…


Detritos que cambaleiam
possuindo-me ainda mais
em densos devaneios…


Detritos que incorporam
trevosos espíritos dos meus
internos abismos…


Detritos que realizam
o alvorecer de cada agonia
em meu carnal abismo…


Inominável Ser
EM MADRUGADAS
DE TODAS
AS HORAS
NELE MESMO





Reações:

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