domingo, 2 de outubro de 2016

Dor E As Trevas


Hungry Woman - Grzegorz Kmin


Os ossos dos mortos
pelos nortes dos horizontes
fazem ranger os dentes
das desgraças presentes
nas Trevas do mundo.

E ninguém
me ouve gritar,
Dolorido Irmão…

E ninguém
nos ouve gritar,
Dolorida Irmã…

Mas,
nós ouvimos
uns aos outros
no silêncio dos infernos
que se erguem
diante de nossos
penosos passos.

Passos
para onde?

Eu me pergunto…

Passos
para quê?

Eu vos pergunto…

Passos
em quê?

Pergunto ao mundo…

E o mundo
me responde
a partir das Trevas
que de nós
não se escondem.

O mundo
me responde
indicando habilidoso
o caminho da forca
para onde
bons e maus,
ricos e pobres,
heróis e vilões,
todos desta
Dolorosa Humanidade,
vão ao fim
das Correntes
Vitais
Existenciais
de cada um…

E as Trevas
deste mundo
contam com
nosso sangue…

E as Trevas
deste mundo
cantam pela
nossa queda…

E as Trevas
deste mundo
poetizam
nossa destruição…

Porque nós,
humanos,
todos nós,
somos apenas
pedaços de lixo
lançados em uma
Grande Lixeira
Cósmica
há imemorial
idade.

Porque nós,
humanos,
somos os fadados
ao encanto
do degolamento
de todas as nossas
esperanças,
sonhos,
preces,
risos,
sorrisos,
gargalhadas,
gozos,
trepadas,
danças,
tudo
tudo
tudo
tudo
tudo
tudo
.
.
.

Porque nós,
humanos,
somos a prova
do Grande Fracasso
Material,
nossa efemeridade
é um ponto
que considerado é
como nossa prisão
no Vale
Da Deusa Dor
A Coroar
Cada Um De Nós
Com Uma Coroa
De Espinhos
Psicóticos!

Crucificados
estamos todos…

Crucificados
somos todos…

Crucificados
sempre fomos…

Crucificados
sempre serão
todos os
seres humanos
desde o berço…

E não somos
Salvadores
Do Mundo,
Dolorosos
Irmãos
Humanos!

Nós somos
os Destruidores
Da Terra.

Inominável Ser
UM
DESTRUIDOR
SER





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