domingo, 4 de dezembro de 2016

Rosas Que Sangram - Nayrha Lee & Inominável Ser


Blue Rose Creepy Red Blood Dark - Victoria Francés



Ora!
Quão belas me trouxestes
esta noite
Tais rosas negras tão belas…

São todas as rosas
Que pretendo colher
Sempre para o aquecer
De tua pele gélida

Espera...
Não toques a menor faísca em mim
A flor da pele assim...
Com suas pétalas.

As pétalas querem assim
E me pedem sem fim
A augusta exaltação
De tua imortal carne

Oh, querido apaixonado
Mal sabes tu, quem sou...
Eu poderia matar-te!
Apenas para saciar a minha sede.

Eu morreria na felicidade latente
Que raros ousados mortais
Conseguem alcançar dentro
Das Trevas Eternas

Ousas a morte assim tão facilmente?
As mãos onde os espinhos
Perfuram e envenenam
Destas tuas rosas que na pele sangram…

A morte é uma bela companhia
E aos teus pés eu desejo morrer
Deusa do Imortal Jardim
Das Trevas

Não compensa a morte de uma rosa
Nem tampouco a sua compensará
Perderei o calor de tuas mãos
Ao me tocar…

Desejo ser um dos Imortais
Um igual em vosso Lar
Um Ser que a Eternidade
Ao pó não levará

Não há prazer na eternidade
A ausência lá não existe, nem o fim
E a dor de perdê-lo para a morte real,
É o que me fará sentir saudade.

E como farei quando eu
Me tornar pó
Posto que sou mortal
E no caixão um dia tombarei?

Levarei-lhe rosas
Para enfeitar tua cova
Pois desejo as lágrimas
Queimando a pele do meu rosto frio.

Que assim seja
E até o fim de minha marcha
Irei aos teus pés depositar
Rosas negras como esta!

Antes morto
Que sem teu calor vivo...
E assim na morte
Também me encerras!

Por isso sempre te levarei rosas
Rosas negras ensangüentadas
Rosas negras com meu sangue
Rosas negras como minha alma!

Não possuo alma
Nem tão pouco sangue
Não estou morta, não estou viva
Mas de ti meu amado, aceito as rosas de sangue.

Nayrha Lee &
Inominável Ser
A DEUSA
E O CADÁVER




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