segunda-feira, 26 de junho de 2017

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Falisja Piana & Jane Sinner by Haris Nukem

Alguns sentidos perdidos se encontram
Na transdisciplinaridade
Dos instintos aquecidos a priori
Por um lenitivo febril chamado
Inconsciente fervido 
Na panela de pressão
Dos séculos

Terrenos tenebrosos hoje
Tentam estrangular a autenticidade
Os vermes gritam que todos
Devem ser corretos seguidores
De dossiês cagados
Sobre a social realidade
E ovelhas arreganhadas gritam
Que sem um desgraçado 
Acesso aos seus desígnios
Não há salvação de verdade

Eu cuspo assobiando nessa porra
Toda
Eu mijo sorridente nessa merda
Toda
Eu cago cantando nesse caralho
Todo
Eu me masturbo delirando
Todo
E jogando meu sêmen
Na cara dos que pensam ser
Dominantes no Jogo

Estou entre aqueles que se revelam
Como reencarnações
Dos que foram incinerados
Nas fogueiras da Inquisição
E se fomos churrasquinhos
Em estacas de madeira
Ontem
Seremos linchadores dos monstros
Que se dizem senhores 
Deste mundo
Amanhã

Enquanto isso não ocorre
Estamos aqui rebeldes
Entre extremistas
E fundamentalistas
E moralistas
Defensores da tradicional
Família dos escroques
Que defendem o coque
Da lavagem cerebral
Nas imbecilizadas massas

Talvez nem sejamos assim
Tão fortes agora
Mas fazemos um barulho
Que incomoda
VOCÊ AÍ
Que é um acomodado
Ou uma acomodada
Bem assentado
Com o cu bem alimentado
Em um frágil trono
De farpas
E cascalhos

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Não é Jequiti
Nem Boticário
É INCONDICIONÁVEL

Inominável Ser
UM SER
INCONDICIONÁVEL




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Imagem Colhida no Pixabay 

Pedimos uma liberdade senhora
Da mais justa propriedade
De nos tornar seres que
Deixem de vagar
Como escravos sociais
E reféns dos ismos
Desta porca tola
Contemporaneidade.
No entanto,
A Inquisição mudou de nome,
Torquemada grita
Nos púlpitos,
Nas bancadas,
Nos bancos,
Nas escolas,
Nos lares,
Nos bares,
Nas ruas,
Na Internet...
Oh, 
Sim,
Em todo lugar onde haja
Um domínio de mentes
Atreladas ao capital
Execício de marchar
Para o abate,
Torquemada se expressa
Mandando brasa
Em toda cara
Daquele que no meio
Do gado
Grite
LIBERDADE!!!
LIBERDADE!!!
LIBERDADE!!!
LIBERDADE!!!
EU TE CHAMO,
LIBERDADE!!!
EU TE EVOCO,
LIBERDADE!!!
EU TE INVOCO,
LIBERDADE!!!
EU TE QUERO,
LIBERDADE!!!
CHEGUE AQUI,
LIBERDADE!!!
CHEGUE AGORA,
LIBERDADE!!!
CHEGUE,
LIBERDADE!!!
CHEGUE,
LIBERDADE!!!
CHEGUE,
LIBERDADE!!!
Ah...
É...
Puxa...
Eu gritando daqui
E esquecendo que 
A Deusa Liberdade
Está bem longe
Desta bosta
De Humanidade...
Estou ficando rouco,
Eu grito demais!
E somente perco
Meu tempo
E a linha
E a minha voz.

Inominável Ser
UM MALUCO
GRITANDO
POR UMA DEUSA
BEM DISTANTE




.........


Imagem Colhida no Pixabay 

Em meio aos sonhos
Recomendo o acesso
Ao Erro

Em meio aos sonhos
Recomendo o apego
Aos Danos

Em meio aos sonhos
Recomendo o excesso
De Planos

Em meio aos sonhos
Recomendo o jogo
Dos Gastos

Em meio ao sonho
Recomendo o topo
Dos Abismos

Porque nos sonhos
Somamos as imperfeições
De nossos egos

Porque nos sonhos
Somos os libertos
Sem máscaras

Porque nos sonhos
Somos os diversos
Em um

E sorrimos sonhando
Com o que nunca
Seremos:

PERFEITOS
SUBLIMES
ETERNOS

Nós somos
Muito pequenos
Sonhadores humanos

Inominável Ser
TÃO HUMANO
TÃO PEQUENO
TÃO SONHADOR




sexta-feira, 23 de junho de 2017

Isto Não É Poesia, É Um Pedido Desesperado


Photo by Haris Nukem

Um bilhete escrito para todos
Fora do infanticídio que cometemos
Conosco mesmos dilacerando
As crianças ainda dentro de nós
Quando esquecemos da virtude
Que jaz naquilo que mantém
Cada piscar de alguma luz
Em nossos corações
Não fazendo com que
A externa poluição dos atos
E desgraçados fatos
Deste mundo desgraçado
Apague-as por completo

Não estou sendo brega
Caralho
Não estou sendo piegas
Caralho
Não estou sendo careta
Caralho
Não estou sendo lamurioso
Caralho
Estou apenas sendo eu mesmo
Em mais um poema meu
Onde desfilo meu torto pensamento
E agrido com a ênfase de um
Espancador de mentes atrofiadas
E caras & corações de pedra

Sou apenas um poeta pobre
Caralho
Sou apenas um homem cansado
Caralho
Sou apenas um cidadão anônimo
Caralho
Sou apenas um pequeno inseto
Caralho
Mereço ser por isso mesmo ouvido
Neste gigantesco meio perdido
Onde vozes se caiam por medo
Ou por covardia
Ou por não quererem agredir
O abiguinho ou a abiguinha

Seja você mesmo
Caralho
Seja um gritador
Caralho
Seja um agitador
Caralho
Seja um provocador
Caralho
Um agressor mesmo solitário
Um doente incurável
Um sensível médium de um
Conceito cheio de recados
Para quem quiser ler
Para quem quiser ouvir
Para quem quiser entender
Para quem quiser receber
Para quem quiser assimilar

Seja você
Caralho
Seja você
Caralho
Seja você
Caralho
SEJA VOCÊ
CARALHO
E agite sem bandeiras
E crie sem badernas
E inspire sem impor
E aspire sem ambicionar
Toda uma gama de obras
Que te façam ser um ser
De verdade

O mínimo que pode acontecer
É todos te abandonarem

O máximo que pode acontecer
É você ficar falando sozinho

Mas
Vá por mim
Vale a pena esta guerra
Falo por experiência própria
Carregando cada ferida
De cada uma
Das minhas batalhas

Inominável Ser
UM SOLDADO
DE INOMINÁVEIS
VERSOS




Isto Não É Poesia, É Um Ato De Loucura


Photo by Haris Nukem

Basta tomarmos cachaça com vinho
Fumando charuto e maconha
Comendo açaí e feijoada
E fazermos o ritual invertido
De tomarmos conta apenas
De nossas miseráveis vizinhas
Para sabermos que o hospício
De onde todos viemos
Nunca terá as portas trancadas
E nele sempre seremos filhos
De encarnação
A encarnação
Neste maluco mundo condenado

Napoleão nunca foi tão louco
Hitler nunca foi tão mau
Bolsonaro nem é tão perigoso
Lula nem é tão inocente
E assim nem somos
Tão sadios mentalmente
Na verdade nem temos
Uma saúde mental decente
Sendo mais verdadeiro ainda
Nem temos sanidade 
Em nenhum lado
Das nossas mentes
Basta visualizarmos toda a nossa
Tão podre humana raça decadente
Exposta em suas fodidas entranhas
Na sensacionalista rede
Das câmaras
E das câmeras

Abaixemos as cabeças um pouco
Meditemos sobre cinzas sempre
E a certeza nada melindrosa
A certeza nada negligente
A surgir batendo em nossas
Batentes de idéias dementes
É a camisa-de-força que trajamos
Para almoçar
Para lanchar
Para jantar
Para o café da manhã
Para trepar
Para cagar
Para procriar
Para mijar
Para falar
Para vomitar

Somos vagões babões
E bastante bobões
Por novidades fresquinhas
Desta sociedade de ressentidos
De secas bucetas
E paus murchos
Uma horda de loucos
Uma turma de pirados
Uma turba de débeis mentais
Uma colônia de débeis existenciais
Se agarrando a pães com catarro
Lançados pelo diretor do
Terrestre hospício

Você tem dúvidas sobre o que eu
Estou falando?
Você duvida mesmo do que eu
Estou falando?
Você não entende o que eu
Estou falando?
Meça seu grau de entendimento
Meça seu grau de ressentimento
Meça seu grau de conhecimento
Meça seu grau de reconhecimento
Meça seu grau de cimento
Dentro de seus pensamentos
Engessados

Retire o gesso
Encontre
A LOUCURAAAAAAAAAA
A LOUCURAAAAAAAAAA
A LOUCURAAAAAAAAAA
Que é normal em todos nós
E não se desespere porque
A sala branca sempre vai ter
Um reservado lugar especial
Para mais um doidinho
Ou doidinha
Que se sente o tal 
Apenas por não comer
A própria merda que caga
Na privada ou na mata

Eu mesmo sou
LOUCOOOOOOOOOOOO
LOUCOOOOOOOOOOOO
LOUCOOOOOOOOOOOO
Mas não fico anunciando na rua
Isso fica entre aqueles
Que sabem que a loucura
É nossa querida menina amiga
De sempre tão amamentadora
Das nossas besteiras ilusórias
Na desordem urbana
Onde catamos latinhas de sonhos
Que mastigamos com bebidas
Sopradas pelo vento dos 
Choques de realidade na cara
E bem lá dentro
Bem lá dentro mesmo
Dos olhos de nossos cus

Inominável Ser
UM LOUCO
UM POETA
UM REALISTA




Isto Não É Poesia, É Um Atentado Terrorista


Photo by Haris Nukem

E na certa em toda calada
De uma noite onde putas jogam cartas
Com santas depravadas
Eu encontre minha garota encantada
Cheia de piercings na buceta
E tatuagens até na sola dos pés
Uma Suicide Girl para meu 
Particular jogo de terror

Onde está mesmo a graça?
Onde está mesmo a farsa?
Onde está mesmo a farra?
As portas das porras das casas
Das porras dos meus vizinhos
Sempre estão abertas
Essas porras sempre estão
Em puta festa
Essas porras sempre estão
Em caralho de festa
E eu no terror vasto das paredes
Sufocantes do meu quarto

Ouvir Joy Division dá nisso
Toda minha verdade explode
Na poesia mais terrível
E mais temível
E mais sincera
Que eu trago dentro de mim
Poesia escoltando a fúria
Que me acompanha
Poesia afogando o amor
Que tento acompanhar
Poesia escancarando o terror
Que sempre há de me acompanhar

É tudo questão de saber levar
E de saber refletir sobre
A cadela estúpida chamada solidão
Sabe?
A merda fede bastante daqui 
Deste ângulo onde estou
A merda de ter quarenta anos
E nem saber o quanto este
Ato de terror que é viver
Vai me fazer ainda rastejar
Por aqui neste vaso sanitário
Chamado Planeta Terra

"Refazer a vida"
"Ter esperança"
"Ser positivo"
"Ser pacífico"
"Ser tranquilo"
"Ser bonzinho"
"Ser como todos são"
Vá para a casa do caralho
Eu sei bem como se sente
O homem-bomba do Hamas
O atirador do Estado Islâmico
O assassino da Al Qaeda
Quando O Terror 
Fala mais forte

Mas
Não se preocupem
Amiguinhas & Amiguinhos
Os únicos atentados terroristas
Que cometerei até o fim
Do terror que é o meu existir
Na pocilga terrestre
Serão versos como estes
Que se perderão aqui
Nesta Linha do Tempo
De uma rede social
Que não socializa nem mesmo
Baratas comendo açúcar
Na pia da cozinha cheia de gordura
Da casa de algum terrorista
(Bem porquinho, por sinal...)

Inominável Ser
POÉTICO
TERRORISTA
DOS VERSOS
EM SEU EXISTIR
DE TERROR




quarta-feira, 7 de junho de 2017

Personagem


... like a gothic girl - Victoria Morphine


No novo livro que eu escrevo
Para minha nova vida
Sem nenhum desespero,
Criei uma personagem,
Uma mulher sagrada verdade,
Que possa me amar,
Venerar-me como ao mar,
Desejar-me como a um doce.

A personagem é bela Deusa,
Bela amada mais amada
Do que as nascidas
Dos mais antigos romances,
É a paz que qualquer homem
Procura muito longe
E que eu encontrei perto,
Muitíssimo desperto.

Vivo com a minha personagem
Todas as histórias nunca escritas
E nem vistas antes
E nem contadas ainda
Sobre a mais amada
Alta relação amorosa,
Relação sem fracas ações,
Relação de fortes noções.

A personagem é a Deusa Felicidade,
É A Feminina Mais Fêmea
De todas as mulheres,
A Pérola Maior Da Feminilidade,
O Diamante Sublime Das Beldades,
A Riqueza Rara
Que me paga esparsa
Com amor de graça.

Parece que a minha personagem
É uma figura de verdade
De um conto de fadas
Da impura realidade,
É uma mulher que toco,
É uma mulher que me toca,
É a certeza da união
Com O Absoluto Céu Fátuo.

A personagem é isso,
A personagem é isto,
Aqui revelo o que é
Essa mulher impossível
De ser encontrada
Por um poeta muito imaginativo,
O exemplo máximo do homem sofrido:
Um Ser das páginas de um livro.

Criei essa personagem,
Minha amante,
Minha namorada,
Minha esposa,
Minha amada,
Em um período de descanso
Dado pela minha companheira Deusa Dor
À minha alma incolor.

A personagem inexiste,
É um fantasma
Visto por um homem triste,
Eu,
Que a pensei viva linda
Em meus braços muito mortos
Fora das páginas
Do novo livro que escrevo.

Em fantasias sou mestre.

Inominável Ser
MESTRE DE
INÚMERAS
FANTASIAS




Faço-Me Rei


Mordaine - Mahafsoun 


                      Nu desde o mais oculto
                      Recôndito meu revelado
                      Na mais profunda rebeldia
                      Dos meus laços,
                      Vejo-me no imenso rio,
                      Navegável por excelência,
                      Do teu infinito reino.

                      Coroada estás plenamente,
                      Tão rainha que és
                      Da premente satisfatória
                      Energia primal de toda magia,
                      Magia esta de toda nobreza,
                      Nobreza esta de toda 
                      Certeza,
                      Certeza esta de qualquer
                      Verdade.

                      Faço-me rei sem trono,
                      Tronos são pó,
                      Pois apenas o pó reina
                      Quando somos enterrados,
                      Envoltos por uma madeira
                      Abaixo de um solo
                      Que pisamos quando mortos
                      Vivos.

                      Vem a minha realeza
                      De uma célula ínfima
                      De alguma talvez esperança,
                      A dádiva de quem sofre,
                      Ruptura dos fortes,
                      Fortaleza dos fracos,
                      Firmeza dos mornos.

                      Forte eu sou,
                      Fraco eu seja,
                      Morno sempre serei,
                      Tudo é tríplice sofrer
                      Pois faço-me rei
                      Sem ter uma rainha por mim
                      Coroada
                      Todo dia a todo mês.

                      A rainha,
                      Aquela rainha coroada,
                      Ígnea fonte de tempestades,
                      Ocorrências do meu Ser,
                      Ser natimorto desde primeira
                      Idade,
                      Vagando como um zumbi
                      De muitos anos nas idades.

                      Pálida és minha soberania,
                      Vazia torpeza vadia,
                      Insatisfatória formação real,
                      Um leque não-aberto
                      Numa essência 
                      Não-governada
                      Por ser uma crença não-tida
                      Num livro não-lido.

                      Este é o rei sem rainha por 
                      Ele coroada,
                      O torpe fracasso 
                      Representado,
                      Nascido para ser deposto
                      Do ilusório trono de sempre,
                      Vagamente almejado tanto
                      À luz de uma soberana
                      Que vassalo me torna.

                      É a minha soberania
                      O véu da densa inatividade
                      Da fundação de um reino,
                      Pois sou coroado
                      Pela fulminante certeza
                      Do não-amor por mim
                      Em cada rainha por mim
                      Coroada           

                      Rei para o nada distante sou,
                      Faço-me rei reinante
                      Na coroada dor da manhã,
                      Na coroada dor da tarde,
                      Na coroada dor da noite,
                      A dor já esposa,
                      Minha única rainha por mim
                      Não-coroada.
                       
Inominável Ser
REINANDO
NA ESPOSA
DEUSA DOR




Me Perturba...


Makani Terror


Me faça veneno
Para ser tomado
Por arrombadores
De estruturas!

Me Perturba...

Me Perturba...

Me envolva no veneno
Que estanque de mim
Todo pudor
E toda vergonha!

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me escancara no veneno
Que faça cair minhas
Remendadas máscaras
De moralismos!

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me amarra no veneno
Das loucuras muitas
Em meio às chamas
Impuras!

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me marca com veneno
Que me enlouqueça
Pela Eternidade de minhas
Agruras!

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me ramifica no veneno
Que me envie aos
Infernos tremendos
De almas safadas!

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me tortura com veneno
Arrancando as pregas
Do meu cu
Com fundamento!

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me purifique com veneno
E quando eu morrer
Me enterre en ninhos
De cobras!

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

Me Perturba...

E ajunta meus ossos
Aos teus pés
Nos salões de teu
Reino envenenado!

Inominável Ser
PERTURBADO
POR UM
AGRADÁVEL
VENENO