quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A Solitária Rosa Sobrevivente


Gothic Beauty - Elf In Mirror


Neste sonho de uma noite
onde os espinhos crescem
transpassando os jardins
mais obscuros d’alma minha,
agito meu coração
em pétalas caídas
por todo meu Ser.


Pétalas assim dispersas
por mim,
dispersas e divagando
com as sombras estranhas
da minha mente,
cada pensamento estando
ciente da penetração
dos espinhos em si.


Penetração bizarra,
ativando as ridículas
e também exclusivas
fornalhas de migalhas
que recebo das mortes
de minha essência diária
esvaindo-se como pó
de rosas esmagadas.


E as rosas sempre morrem,
as rosas dentro sempre
ficam a morrer
dentro dos obscuros jardins
de minha ferida alma…


Uma sobrevive.


Uma está sobrevivente.


Uma segue forte.


Uma segue poderosa.


Uma segue frondosa.


Uma segue digna.


Uma segue rija.


Uma segue singela.


Uma segue carinhosa.


Uma segue única.


Uma segue,
uma pequena rubra rosa,
ainda com espinhos,
porém,
repleta de temporadas
de ocultas estações
que em um
inexorável jardim meu
de secreta natureza
é regada continuamente
pelas próprias mãos
da Deusa Solidão.


A Deusa De Todo Poeta,
A Deusa De Toda Poetisa,
A Solitária Senhora,
que cuida da mais estranha
e obscura das rosas,
A Eterna Rosa Inominável,
que trago inatingível
pelas mortes das
outras rosas
dentro das esferas
e feras caminhantes
dos jardins meus onde
A Luz
não é bem-vinda.


Inominável Ser
CULTIVANDO
EM SUA SOLIDÃO
A ETERNIDADE
DE TAL ROSA





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