quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Desgraçadamente Decapitados Ao Obscuro Sol Da Madrugada


Beheadress - Paula Abrams


Este é um tempo
De sombrias verdades acopladas
A um tempo de sonoras
Retalhações de nossos sonhos
À luz do Obscuro Sol
Da Madrugada.
Uma época onde aplaudidos
São os vermes
Que nada dizem
E que vomitam
Em todas as mesas
De refeições
Caras ou baratas.
Uma época onde o status
De assassino,
De ladrão,
De estuprador,
De pedófilo
E de traficante
Está em voga
Recebendo o aval
Da mídia
E do povo que se
Esbalda em sangue
Todo dia.
Uma época
Para gente escrota
Se dizer senhora
De gostos,
De mentes,
De corações,
De uma geração inteira
De alienados,
De cegos,
De hipnotizados.
Uma época
Para todo tipo
De merda caçada
Pela boca
E pelas mãos
E por aquelas
Meas mentes escritas
Ser exaltada como
O absolutíssimo alcance
De altíssimo nível
Sapiencial que muda
Toda a História Terrestre.
Época para todo tipo
De decapitação:
Da verdade,
Da beleza,
Da naturalidade,
Da seriedade,
Da certeza,
Da clareza,
Da identidade,
Da personalidade,
Da integridade,
Da honestidade,
Da amorosidade,
Da fraternidade,
Da inteligência,
Do respeito,
Do sentido,
Do caminho,
Disto aqui,
Daquilo ali,
De tudo por aí…
Reis
E Rainhas
Decapitados
Nós somos,
Ó,
Mortais trastes
Arrogantes,
Orgulhosos
E a curtíssimo prazo
Extintos!
Reis
E Rainhas
Portando coroas
De jóias pertencentes
Ao brilho do
Obscuro Sol
Que Nasce
E Morre
A Cada Madrugada!
Obscuros Raios
Decapitantes
Sobre nós,
Meus Reis!
Obscuros Bronzeamentos
Decapitantes
Sobre nós,
Minha Rainha!
Perfeita praia
Para os Decapitadores
Que descem
Sobre nós
A cada madrugada…
A cada hora,
Melhor dizendo,
Pois devo sempre dizer
Verdades que vocês
Negam como
Decapitadas crianças
Em um parquinho imundo
De desvirtuações,
Oh,
Meus Reis,
Minhas Rainhas!


Inominável Ser
UM DECAPITADO
POETA
QUE ODEIA
PRAIAS




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