segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Tributo A Todos Que Morrem Agora


Grim Reaper - Emmanuel Madail Monzon


Inomináveis Saudações a todos vós que estais agora a morrer!

Não há alegria maior neste mundo de Demônios e Anjos Estupradores do que a Foice De Tanatos descendo sobre as nossas frontes. Morrer é uma Incontestável Arte que deveria ser muito apreciada pelos tolos desta Humanidade iludida inteira. Tolos como os cegos da manada agora mesmo pulando em algum bloco, fodendo em algum canto, matando um ser humano, matando um animal… A ilusão da vida que se pensa viver na Terra é uma imensidão de conflitos que negam a própria capacidade de raciocínio, o bom senso e a razão. Por isso, cadáveres leitores, eu venero os que morrem cientes do quanto de danos há neste suposto mundo onde tudo supostamente respira. Os que souberam morrer de olhos abertos rasgaram os véus ilusórios materiais. Os que saberão no amanhã morrer de olhos abertos rasgarão os mesmos véus ilusórios materiais. Os que sabem morrer agora rasgam tais véus ilusórios materiais.

Saúdo os que morrem AGORA de câncer no cérebro e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA de câncer nos pulmões e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA de câncer no esôfago e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA de AIDS e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA de pneumonia aguda e estão de olho abertos!

Saúdo os que morrem AGORA de febre amarela e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA decapitados e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA esquartejados e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA atropelados e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA torturados e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA atingidos por balas perdidas e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA de overdose e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA de cirrose e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA de enfarto e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA afogados e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA carbonizados e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA soterrados e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA de derrame cerebral e estão de olhos abertos!

Saúdo os que morrem AGORA envenenados e estão de olhos abertos!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

SAÚDO OS QUE MORREM AGORA!!!

QUE TU MORRAS AGORA!!!

QUE TODOS MORRAM AGORA!!!

QUE EU MORRA AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

AGORA!!!

SAUDAÇÕES INOMINÁVEIS A TODOS VÓS QUE ESTAIS A MORRER AGORA!!!





El Reo De Muerte - José de Espronceda



¡Para hacer bien por el alma
del que van a ajusticiar!


I

Reclinado sobre el suelo
con lenta amarga agonía,
pensando en el triste día
que pronto amanecerá,
en silencio gime el reo
y el fatal momento espera
en que el sol por vez postrera
en su frente lucirá.

Un altar y un crucifijo,
y la enlutada capilla
lánguida vela amarilla
tiñe en su luz funeral,
y junto al mísero reo,
medio encubierto el semblante,
se oye al fraile agonizante
en son confuso rezar.

El rostro levanta el triste
y alza los ojos al cielo;
tal vez eleva en su duelo
la súplica de piedad:
¡Una lágrima! ¿es acaso
de temor o de amargura?
¡Ay! a aumentar su tristura
¡Vino un recuerdo quizá!

Es un joven y la vida
llena de sueños de oro,
pasó ya, cuando aún el lloro
de la niñez no enjugó:
El recuerdo es de la infancia,
¡Y su madre que le llora,
para morir así ahora
con tanto amor le crió!

Y a par que sin esperanza
ve ya la muerte en acecho,
su corazón en su pecho
siente con fuerza latir,
al tiempo que mira al fraile
que en paz ya duerme a su lado,
y que ya viejo y postrado
le habrá de sobrevivir.

¿Mas qué rumor a deshora
rompe el silencio? resuena
una alegre cantinela
y una guitarra a la par,
y gritos y de botellas
que se chocan, el sonido,
y el amoroso estallido
de los besos y el danzar.

Y también pronto en son triste
lúgubre voz sonará:
¡Para hacer bien por el alma
del que van a ajusticiar!

Y la voz de los borrachos,
y sus brindis, sus quimeras,
y el cantar de las rameras,
y el desorden bacanal
en la lúgubre capilla
penetran, y carcajadas,
cual de lejos arrojadas
de la mansión infernal.

Y también pronto en son triste
lúgubre voz sonará:
¡Para hacer bien por el alma
del que van a ajusticiar!

¡Maldición! al eco infausto
el sentenciado maldijo
la madre que como a hijo
a sus pechos le crió;
y maldijo el mundo todo,
maldijo su suerte impía,
maldijo el aciago día
y la hora en que nació.




II

Serena la luna
alumbra en el cielo,
domina en el suelo
profunda quietud;
ni voces se escuchan,
ni ronco ladrido,
ni tierno quejido
de amante laúd.

Madrid yace envuelto en sueño,
todo al silencio convida,
y el hombre duerme y no cuida
del hombre que va a expirar;
si tal vez piensa en mañana,
ni una vez piensa siquiera
en el mísero que espera
para morir, despertar;

que sin pena ni cuidado
los hombres oyen gritar:
¡Para hacer bien por el alma
del que van a ajusticiar!

¡Y el juez también en su lecho
duerme en paz! ¡y su dinero
el verdugo placentero
entre sueños cuenta ya!
Tan sólo rompe el silencio
en la sangrienta plazuela
el hombre del mal que vela
un cadalso al levantar.

Loca y confusa la encendida mente,
sueños de angustia y fiebre y devaneo
el alma envuelven del confuso reo,
que inclina al pecho la abatida frente.

Y en sueños
confunde
la muerte,
la vida.
Recuerda
y olvida,
suspira,
respira
con hórrido afán.

Y en un mundo de tinieblas
vaga y siente miedo y frío,
y en su horrible desvarío
palpa en su cuello el dogal;
y cuanto más forcejea,
cuanto más lucha y porfía,
tanto más en su agonía
aprieta el nudo fatal.

Y oye ruido, voces, gentes,
y aquella voz que dirá:
¡Para hacer bien por el alma
del que van a ajusticiar!

O ya libre se contempla,
y el aire puro respira,
y oye de amor que suspira
la mujer que un tiempo amó,
bella y dulce cual solía,
tierna flor de primavera,
el amor del la pradera
que el abril galán mimó.

Y gozoso a verla vuela,
y alcanzarla intenta en vano,
que al tender la ansiosa mano
su esperanza a realizar,
su ilusión la desvanece
de repente el sueño impío,
y halla un cuerpo mudo y frío
y un cadalso en su lugar.

Y oye a su lado en son triste
lúgubre voz resonar:
¡Para hacer bien por el alma
del que van a ajusticiar!







Blutengel - Beauty Of Suffering




Composição e Letra: Chris Pohl


"Leiden ist der Eintritt ins Reich des Bösen
Es ist Zeit die Pforten
Zum Reich des Bösen zu öffnen"

You and I, forever in darkness
You are my queen of forbidden pleasures
I need your body, your blood and bones
I want your fear, I drink your tears

I am the master of darkness
I'll take you to my kingdom of flesh
You can trust me, 'cause I will show you
The beauty of suffering

Come into my kingdom, come into my world

Your pale sweet body puts fire in my veins
I can smell your blood, I can smell your lust
Tonight is my night, the night without shadows
We have nothing to hide, we celebrate our pleasures






domingo, 26 de fevereiro de 2017

Ao Eterno Folião Desgraçado


Blasphemy II - Scytheprayer



Caro Eterno Folião Desgraçado…


Como vai a coroa de espinhos que tão cara custou ao mundo? Você sabe que o Carnaval do seu sacrifício serviu aos mais diversos propósitos, ainda serve, ainda vai servir muito. E isso aí na sua cabeça cada vez mais fica apertada, tão forte quanto o olho do seu cu recebendo as orações dos fracos desgraçados da Terra…


Pois em seu nome
Estupraram
Mataram
Roubaram
Roubam
Matam
Estupram
Para a glória
Das sagradas buscas
Pela Salvação
Do corpo
Da mente
E da alma


Estou correto? Estou errado? Estou lhe escrevendo palavras vazias? Estou lhe enviando uma carta sem resposta? Resposta… A sua reposta ao mundo é esse silêncio de dois mil anos, tempo no qual sua imagem assumiu ares de grande importância para este terrestre charco. No entanto, você sabe no que deu toda adoração ao olho do teu cu…


Eles usaram seu nome
Para as riquezas
Do Bezerro
De Ouro
Da Contemporaneidade
E ainda usam
E ainda usarão
A favor de um Deus
Muito maior
Do que Aquilo
Que você chama
De Pai


Sua fama é grande, mas você parece bem distante… Gritam chamando pelo seu nome, choram, dão dízimo para os lixos que promovem o lixo das suas palavrinhas de merda. Cago e uso os papéis contendo suas palavrinhas tolas, carregadas de enforcamentos da humana vontade, contendo abortos da razão e consciência humanas. A piada mais engraçada de todos os tempos é que talvez nem do olho do seu cu tenham saído aquelas merdas todas…


Porque sua cruz pesa
Sobre os ombros
Sobre as montanhas
Sobre os vales
Sobre as florestas
Sobre os campos
Sobre os mares
Sobre os rios
Sobre os lagos
Sobre os oceanos
Sobre as cidades
Nos subterrâneos
Nas brumas
Do mundo que se tornou
Desgraçado por
Sua causa
Seu desgraçado


E tido como “Salvador”, você tem sido a Desgraça Terrestre… Vai negar? Vai sempre ficar negando? Ou já percebeu que você é o responsável por cada detrito erguido como grandiosidade neste mundo de atrocidades? Tudo, toda a Desgraça Contemporânea, se iniciou com você, desde que a primeira gota de seu sangue caiu ao solo. E a humana carne festeja o esgoto aberto por todos que se ofereceram como propagadores das porras cagadas pelo teu cu…


Você é a causa
Da infelicidade
Da desarmonia
Da desunião
Do massacre
Da loucura
Da exaustão
Da deterioração
Da decadência
Que murmuram
Ininteligíveis ofensas
Ao toda
Desta supostamente
Civilizada
Sociedade
Contemporânea


Seu merda, isso é tido… O resto você vê,  a segurança da sua posição e condição garante isso. Seu cu é tranquilamente orgulhoso, arrogante, seguro de si… O Carnaval das mentiras em redor de seu nome não tem previsão de término. Sua folia se resume a ser para essa gente que segue o fantasma que você é a de um zumbi que por dois mil anos tem sido a sombra maior contra a humana evolução. Porco maldito, você sequer vai ler esta carta, assim como não limpa o olho do seu cu cagado de tanto ser chamado pelos imbecis que aqui seguem suas fezes…


E toda pedra
Tem sido levantada
Para lugares
Onde as cagadas
Que você aqui deixou
Possam ser
Transmitidas
A imbecis
De berço
De chinelo
De terno
De gravata
De conversíveis
De carrinhos de mão
De sapato
De chinelo
Descalços
Ricos
Pobres
Todos pobres
De espírito
Em pensamento
Na carne
Coberta
Pelas suas fezes


Sem mais, seu desgraçado.


Atenciosamente,


Do seu inimigo Inominável Ser.


Da Grande Cova Chamada Terra


Domingo, 26 de fevereiro de 2017




Alma Muerta - Alfonsina Storni



Piedras enormes, rojo sol y el polvo alzado en nubes sobre tierra seca… El sol al irse musitó al oído: el alma tienes para nunca muerta. Moviéndose serpientes a mi lado Piedras enormes, rojo sol y el polvo
alzado en nubes sobre tierra seca…
El sol al irse musitó al oído:
el alma tienes para nunca muerta.

Moviéndose serpientes a mi lado
hasta mi boca alzaron la cabeza.
El cielo gris, la piedra, repetían:
el alma tienes para nunca muerta.

Picos de buitre se sintieron luego
junto a mis plantas remover la tierra;
voces del llano repitió la tarde:
el alma tienes para nunca muerta.

Oh sol fecundo, tierra enardecida,
cielo estrellado, mar enorme, selva,
entraos por mi alma, sacudidla.
Duerme esta pobre que parece muerta.

Ah, que tus ojos se despierten, alma,
y hallen el mundo como cosa nueva…
Ah, que tus ojos se despierten, alma,
alma que duermes con olor a muerta…




Opera IX - Fronds Of The Ancient Walnut



Feel the breeze on my face
The icy breath of the goddess.
I raise my hand and touch the illusion.
My mind is powerful and my ego is high
As the mountain in front of me.
Clouds run fast and silence comes
From the fronds of the ancient walnut:
No scents, no odors, no sounds, no laments;
The cold vanishes...

I get all the colors all around me
And i see the enchanting dance of the branches:
It is the walnut calling the witches,
It is our dream voyaging through the aethyr.

What was not becomes reality.
I am the deer running to the sabbath!
I am the crow which observes the silence!
I am the craftsman of myself...
Therefore i praise the horned and the great mother!
And where the wind blows, at the mercy of the oneiric,
It is the touch of the world-s spirits
Which enhances my magic.

Mind-s spreading, faint voices chant at the moon,
The silvering light of levanah penetrates the unconscious
And revives the ancient knowledge.
I take flight, the dance is over.

Now we are the deer returning from the sabbath!
Now we are the crow which contemplated the silence!
Now we are the craftsmen of ourselves...
Therefore we praise the horned and the great mother!







sábado, 25 de fevereiro de 2017

A Sede Dos Deuses Selvagens


The Barbarian - Isikol


Deuses Selvagens 
Buscam Sangue
E eu ofereço
O de meus
Inimigos abatidos
Nos Campos
De minha
Guerra


A Sede
Dos Deuses Selvagens
Atira meu corpo
Aos sangrentos
Embates


A Sede
Dos Deuses Selvagens
Move meu corpo
Em sangrentos
Segundos


A Sede
Dos Deuses Selvagens
Alivia meu corpo
Em sangrentos
Minutos


A Sede
Dos Deuses Selvagens
Abençoa meu corpo
Em sangrentas
Horas


Eu bebo
Junto com Eles
Bebo
Do sangue
O sangue
O sangue


Eu bebo
E aos
Deuses Selvagens
Devoto meu
Caminho
Na Guerra


Eu bebo
Eu bebo
E sempre sou
Abraçado
Pelos meus
Deuses Selvagens


Eu bebo
E sou bebido
Aos Deuses Selvagens
Também sou
Sacrifício
Também sou
Alimento
Também sou
Pequeno


Eu sirvo a
Eles
E na Guerra
Meu nome
Estremece
As terras
Onde por
Aqueles
Sou levado
A sangue
Derramar


Inominável Ser
INOMINÁVEL
POETA
SELVAGEM