domingo, 26 de fevereiro de 2017

Ao Eterno Folião Desgraçado


Blasphemy II - Scytheprayer



Caro Eterno Folião Desgraçado…


Como vai a coroa de espinhos que tão cara custou ao mundo? Você sabe que o Carnaval do seu sacrifício serviu aos mais diversos propósitos, ainda serve, ainda vai servir muito. E isso aí na sua cabeça cada vez mais fica apertada, tão forte quanto o olho do seu cu recebendo as orações dos fracos desgraçados da Terra…


Pois em seu nome
Estupraram
Mataram
Roubaram
Roubam
Matam
Estupram
Para a glória
Das sagradas buscas
Pela Salvação
Do corpo
Da mente
E da alma


Estou correto? Estou errado? Estou lhe escrevendo palavras vazias? Estou lhe enviando uma carta sem resposta? Resposta… A sua reposta ao mundo é esse silêncio de dois mil anos, tempo no qual sua imagem assumiu ares de grande importância para este terrestre charco. No entanto, você sabe no que deu toda adoração ao olho do teu cu…


Eles usaram seu nome
Para as riquezas
Do Bezerro
De Ouro
Da Contemporaneidade
E ainda usam
E ainda usarão
A favor de um Deus
Muito maior
Do que Aquilo
Que você chama
De Pai


Sua fama é grande, mas você parece bem distante… Gritam chamando pelo seu nome, choram, dão dízimo para os lixos que promovem o lixo das suas palavrinhas de merda. Cago e uso os papéis contendo suas palavrinhas tolas, carregadas de enforcamentos da humana vontade, contendo abortos da razão e consciência humanas. A piada mais engraçada de todos os tempos é que talvez nem do olho do seu cu tenham saído aquelas merdas todas…


Porque sua cruz pesa
Sobre os ombros
Sobre as montanhas
Sobre os vales
Sobre as florestas
Sobre os campos
Sobre os mares
Sobre os rios
Sobre os lagos
Sobre os oceanos
Sobre as cidades
Nos subterrâneos
Nas brumas
Do mundo que se tornou
Desgraçado por
Sua causa
Seu desgraçado


E tido como “Salvador”, você tem sido a Desgraça Terrestre… Vai negar? Vai sempre ficar negando? Ou já percebeu que você é o responsável por cada detrito erguido como grandiosidade neste mundo de atrocidades? Tudo, toda a Desgraça Contemporânea, se iniciou com você, desde que a primeira gota de seu sangue caiu ao solo. E a humana carne festeja o esgoto aberto por todos que se ofereceram como propagadores das porras cagadas pelo teu cu…


Você é a causa
Da infelicidade
Da desarmonia
Da desunião
Do massacre
Da loucura
Da exaustão
Da deterioração
Da decadência
Que murmuram
Ininteligíveis ofensas
Ao toda
Desta supostamente
Civilizada
Sociedade
Contemporânea


Seu merda, isso é tido… O resto você vê,  a segurança da sua posição e condição garante isso. Seu cu é tranquilamente orgulhoso, arrogante, seguro de si… O Carnaval das mentiras em redor de seu nome não tem previsão de término. Sua folia se resume a ser para essa gente que segue o fantasma que você é a de um zumbi que por dois mil anos tem sido a sombra maior contra a humana evolução. Porco maldito, você sequer vai ler esta carta, assim como não limpa o olho do seu cu cagado de tanto ser chamado pelos imbecis que aqui seguem suas fezes…


E toda pedra
Tem sido levantada
Para lugares
Onde as cagadas
Que você aqui deixou
Possam ser
Transmitidas
A imbecis
De berço
De chinelo
De terno
De gravata
De conversíveis
De carrinhos de mão
De sapato
De chinelo
Descalços
Ricos
Pobres
Todos pobres
De espírito
Em pensamento
Na carne
Coberta
Pelas suas fezes


Sem mais, seu desgraçado.


Atenciosamente,


Do seu inimigo Inominável Ser.


Da Grande Cova Chamada Terra


Domingo, 26 de fevereiro de 2017




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