terça-feira, 27 de junho de 2017

Respondendo A Tudo Com Suada Procrastinação


Jada Stevens 

Que o mundo caia em redor,
Que bodes velhos sejam desmascarados,
Que mitos falem merda,
Que merdas se tornem presidentes,
Não quero entrar no jogo
Das energias dementes,
Eu estou no Tantra Permanente
Em um jogo muito maior
Que o das massas fodidas
Desta merda de Humanidade!

À esquerda
Lilith
E uma Maria Padilha;
À direita
Uma Deusa 
Encarnada
E parceiras no crime
De incentivo supremo
À carnalidade:
Minha descida aos Infernos
E às Trevas onde me sinto
Muito melhor do que
Entre os céus
E as luzes
Das cinzentas cidades
De pedra!

Infernos entre as pernas
De uma mulher,
Trevas dentro do cu
De uma mulher,
Por que eu haveria de ser
Um santinho
Politicamente correto
Em matéria de falar
Das minhas mais perversas
Expansivas Loucuras 
E Absolutíssimas Taras?

Não há prazer maior do que uma
Verdadeira Liberdade
Sem as determinações
Do juizinho,
Do pastorzinho,
Do padreco
Ou do moralistazinho
De merda que insistem
Em profanar a sagrada santidade
Da carnalidade!

Prazer,
Machos
E fêmeas
A lerem este recado
Em forma de discurso
De tarado,
Que os ricos tesouros
Em vossos 
Lábios,
Tetas,
Paus,
Bucetas,
Cus,
Pés
E mãos
Podem saborear!

Estamos no Inferno,
Nós somos
Os Demônios,
Não percamos tempo
Com o
"Crescei
E multiplicai-vos",
Nos matemos no
CRESCEI
PRÁ FODER
PRÁ CARALHO!!!

Preciso dizer o nome
Daquela que a isto
Ordena?

Inominável Ser
SENTINDO
A MORDIDA
DA PROCRASTINAÇÃO
MAIS ENVENENADA




A Você Que Me Chama Nas Chamas


Angelina Petrova

Eu ainda digo que 
O Diabo
É mulher
E tem olhos verdes
E surge em meio
Aos meus sonhos
E delírios
Como cada maravilha
Do feminil ardor
Das Cortes Infernais...

Saiba,
Ó,
Povo da Internet,
Que eu adoro
O Diabo,
Os olhos 
Do Diabo,
As curvas
Do Diabo,
A voz
Do Diabo,
A essência
Do Diabo!

Adoro 
As Potências
Do Diabo,
Adoro
As Relíquias
Do Diabo,
Adoro
As Presenças
Do Diabo,
Adoro
As Palavras
Do Diabo!

Ele sussurra ao meu
Ouvido esquerdo
Palavras de puro
Ataque
Ao absurdo
Das crenças
Vazias
E incentivos
Para o afogamento
Nos carnais abismos
Onde todos devem
Procurar se afogar!

O Diabo,
Os olhos verdes,
As curvas,
A voz,
A essência,
Me inspiram
Nesta manhã outonal
Onde as portas
E as janelas
Estão escancaradas!

Você já abraçou
O Diabo?

Você já beijou
O Diabo?

Você já dançou com
O Diabo?

Você já fodeu com
O Diabo?

Olhem bem
Para as noturnas danças
Do noturno véu
Neste tempo outonal
E verão 
O Diabo
Com olhos verdes
E formas de uma
Mulher entre todas
As infernais mulheres
Dançando com as
Estrelas Fatais...

O Diabo
É o único Deus
Digno dos nossos
Silenciosos apelos
Pela Verdadeira Salvação:

A DA CARNAL
ENTREGA
AO DELICIOSO
EMBLEMA
DE EXISTIR
PARA VERDADEIROS
SERMOS!!!

Foder
É também
Um dos muitos
Caminhos
Para A Luz
Que
O Diabo
Ensina!

"Enquanto houver
A carne
Aproveite 
Assim.."

Inominável Ser
AMIGO
AMANTE
IRMÃO
DO DIABO




Possuindo...


L.Shima

Uma possessa manhã
Cheia de delírios que tornam
A pele escrava dos instintos
Que irrompem em quebras
De mitos forjados pelos
Mimizentos mortos
De todos os tempos

Um possesso meio-dia
Fazendo com que os 
Trajes de Djanira sejam
Mantos de uma loucura
Que envolva o corpo
Em chamas de luxúrias
Sempre bem-vindas

Uma possessa tarde
Causadora de astutas
Aventuras que acentuam
As manobras rubras
Que permitem os absurdos
Que queimam as ranhuras
De tuas unhas em mim

Uma possessa noite
Ardorosa como um vulcão
Explodindo para beijar
A terra dos instintos 
Que ficam silenciados
Pelas horas nas quais
Não podemos trepar

Uma possessa meia-noite
Evocamos Lilith como Mãe
Do que na cama fazemos
Entre lençóis de seda
Que se rasgam
E travesseiros de algodão
Que se molham

Uma possessa madrugada
Abençoada chegada do Abismo
Em nossa cama amada
O Abismo Das Peles
Onde Dagon recita poemas
Sobre a lascívia presente tanto
Nas Luzes quanto nas Trevas

E possuindo
Um ao outro
Executamos o exorcismo
Das barreiras erguidas
Pela cruz
E pelos moralismos
Sobre as carnais moradas

Inominável Ser
POSSUINDO
E SENDO
POSSUÍDO




segunda-feira, 26 de junho de 2017

.........


Falisja Piana & Jane Sinner by Haris Nukem

Alguns sentidos perdidos se encontram
Na transdisciplinaridade
Dos instintos aquecidos a priori
Por um lenitivo febril chamado
Inconsciente fervido 
Na panela de pressão
Dos séculos

Terrenos tenebrosos hoje
Tentam estrangular a autenticidade
Os vermes gritam que todos
Devem ser corretos seguidores
De dossiês cagados
Sobre a social realidade
E ovelhas arreganhadas gritam
Que sem um desgraçado 
Acesso aos seus desígnios
Não há salvação de verdade

Eu cuspo assobiando nessa porra
Toda
Eu mijo sorridente nessa merda
Toda
Eu cago cantando nesse caralho
Todo
Eu me masturbo delirando
Todo
E jogando meu sêmen
Na cara dos que pensam ser
Dominantes no Jogo

Estou entre aqueles que se revelam
Como reencarnações
Dos que foram incinerados
Nas fogueiras da Inquisição
E se fomos churrasquinhos
Em estacas de madeira
Ontem
Seremos linchadores dos monstros
Que se dizem senhores 
Deste mundo
Amanhã

Enquanto isso não ocorre
Estamos aqui rebeldes
Entre extremistas
E fundamentalistas
E moralistas
Defensores da tradicional
Família dos escroques
Que defendem o coque
Da lavagem cerebral
Nas imbecilizadas massas

Talvez nem sejamos assim
Tão fortes agora
Mas fazemos um barulho
Que incomoda
VOCÊ AÍ
Que é um acomodado
Ou uma acomodada
Bem assentado
Com o cu bem alimentado
Em um frágil trono
De farpas
E cascalhos

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Sintam nosso cheiro

Não é Jequiti
Nem Boticário
É INCONDICIONÁVEL

Inominável Ser
UM SER
INCONDICIONÁVEL




.........


Imagem Colhida no Pixabay 

Pedimos uma liberdade senhora
Da mais justa propriedade
De nos tornar seres que
Deixem de vagar
Como escravos sociais
E reféns dos ismos
Desta porca tola
Contemporaneidade.
No entanto,
A Inquisição mudou de nome,
Torquemada grita
Nos púlpitos,
Nas bancadas,
Nos bancos,
Nas escolas,
Nos lares,
Nos bares,
Nas ruas,
Na Internet...
Oh, 
Sim,
Em todo lugar onde haja
Um domínio de mentes
Atreladas ao capital
Execício de marchar
Para o abate,
Torquemada se expressa
Mandando brasa
Em toda cara
Daquele que no meio
Do gado
Grite
LIBERDADE!!!
LIBERDADE!!!
LIBERDADE!!!
LIBERDADE!!!
EU TE CHAMO,
LIBERDADE!!!
EU TE EVOCO,
LIBERDADE!!!
EU TE INVOCO,
LIBERDADE!!!
EU TE QUERO,
LIBERDADE!!!
CHEGUE AQUI,
LIBERDADE!!!
CHEGUE AGORA,
LIBERDADE!!!
CHEGUE,
LIBERDADE!!!
CHEGUE,
LIBERDADE!!!
CHEGUE,
LIBERDADE!!!
Ah...
É...
Puxa...
Eu gritando daqui
E esquecendo que 
A Deusa Liberdade
Está bem longe
Desta bosta
De Humanidade...
Estou ficando rouco,
Eu grito demais!
E somente perco
Meu tempo
E a linha
E a minha voz.

Inominável Ser
UM MALUCO
GRITANDO
POR UMA DEUSA
BEM DISTANTE




.........


Imagem Colhida no Pixabay 

Em meio aos sonhos
Recomendo o acesso
Ao Erro

Em meio aos sonhos
Recomendo o apego
Aos Danos

Em meio aos sonhos
Recomendo o excesso
De Planos

Em meio aos sonhos
Recomendo o jogo
Dos Gastos

Em meio ao sonho
Recomendo o topo
Dos Abismos

Porque nos sonhos
Somamos as imperfeições
De nossos egos

Porque nos sonhos
Somos os libertos
Sem máscaras

Porque nos sonhos
Somos os diversos
Em um

E sorrimos sonhando
Com o que nunca
Seremos:

PERFEITOS
SUBLIMES
ETERNOS

Nós somos
Muito pequenos
Sonhadores humanos

Inominável Ser
TÃO HUMANO
TÃO PEQUENO
TÃO SONHADOR




sexta-feira, 23 de junho de 2017

Isto Não É Poesia, É Um Pedido Desesperado


Photo by Haris Nukem

Um bilhete escrito para todos
Fora do infanticídio que cometemos
Conosco mesmos dilacerando
As crianças ainda dentro de nós
Quando esquecemos da virtude
Que jaz naquilo que mantém
Cada piscar de alguma luz
Em nossos corações
Não fazendo com que
A externa poluição dos atos
E desgraçados fatos
Deste mundo desgraçado
Apague-as por completo

Não estou sendo brega
Caralho
Não estou sendo piegas
Caralho
Não estou sendo careta
Caralho
Não estou sendo lamurioso
Caralho
Estou apenas sendo eu mesmo
Em mais um poema meu
Onde desfilo meu torto pensamento
E agrido com a ênfase de um
Espancador de mentes atrofiadas
E caras & corações de pedra

Sou apenas um poeta pobre
Caralho
Sou apenas um homem cansado
Caralho
Sou apenas um cidadão anônimo
Caralho
Sou apenas um pequeno inseto
Caralho
Mereço ser por isso mesmo ouvido
Neste gigantesco meio perdido
Onde vozes se caiam por medo
Ou por covardia
Ou por não quererem agredir
O abiguinho ou a abiguinha

Seja você mesmo
Caralho
Seja um gritador
Caralho
Seja um agitador
Caralho
Seja um provocador
Caralho
Um agressor mesmo solitário
Um doente incurável
Um sensível médium de um
Conceito cheio de recados
Para quem quiser ler
Para quem quiser ouvir
Para quem quiser entender
Para quem quiser receber
Para quem quiser assimilar

Seja você
Caralho
Seja você
Caralho
Seja você
Caralho
SEJA VOCÊ
CARALHO
E agite sem bandeiras
E crie sem badernas
E inspire sem impor
E aspire sem ambicionar
Toda uma gama de obras
Que te façam ser um ser
De verdade

O mínimo que pode acontecer
É todos te abandonarem

O máximo que pode acontecer
É você ficar falando sozinho

Mas
Vá por mim
Vale a pena esta guerra
Falo por experiência própria
Carregando cada ferida
De cada uma
Das minhas batalhas

Inominável Ser
UM SOLDADO
DE INOMINÁVEIS
VERSOS




Isto Não É Poesia, É Um Ato De Loucura


Photo by Haris Nukem

Basta tomarmos cachaça com vinho
Fumando charuto e maconha
Comendo açaí e feijoada
E fazermos o ritual invertido
De tomarmos conta apenas
De nossas miseráveis vizinhas
Para sabermos que o hospício
De onde todos viemos
Nunca terá as portas trancadas
E nele sempre seremos filhos
De encarnação
A encarnação
Neste maluco mundo condenado

Napoleão nunca foi tão louco
Hitler nunca foi tão mau
Bolsonaro nem é tão perigoso
Lula nem é tão inocente
E assim nem somos
Tão sadios mentalmente
Na verdade nem temos
Uma saúde mental decente
Sendo mais verdadeiro ainda
Nem temos sanidade 
Em nenhum lado
Das nossas mentes
Basta visualizarmos toda a nossa
Tão podre humana raça decadente
Exposta em suas fodidas entranhas
Na sensacionalista rede
Das câmaras
E das câmeras

Abaixemos as cabeças um pouco
Meditemos sobre cinzas sempre
E a certeza nada melindrosa
A certeza nada negligente
A surgir batendo em nossas
Batentes de idéias dementes
É a camisa-de-força que trajamos
Para almoçar
Para lanchar
Para jantar
Para o café da manhã
Para trepar
Para cagar
Para procriar
Para mijar
Para falar
Para vomitar

Somos vagões babões
E bastante bobões
Por novidades fresquinhas
Desta sociedade de ressentidos
De secas bucetas
E paus murchos
Uma horda de loucos
Uma turma de pirados
Uma turba de débeis mentais
Uma colônia de débeis existenciais
Se agarrando a pães com catarro
Lançados pelo diretor do
Terrestre hospício

Você tem dúvidas sobre o que eu
Estou falando?
Você duvida mesmo do que eu
Estou falando?
Você não entende o que eu
Estou falando?
Meça seu grau de entendimento
Meça seu grau de ressentimento
Meça seu grau de conhecimento
Meça seu grau de reconhecimento
Meça seu grau de cimento
Dentro de seus pensamentos
Engessados

Retire o gesso
Encontre
A LOUCURAAAAAAAAAA
A LOUCURAAAAAAAAAA
A LOUCURAAAAAAAAAA
Que é normal em todos nós
E não se desespere porque
A sala branca sempre vai ter
Um reservado lugar especial
Para mais um doidinho
Ou doidinha
Que se sente o tal 
Apenas por não comer
A própria merda que caga
Na privada ou na mata

Eu mesmo sou
LOUCOOOOOOOOOOOO
LOUCOOOOOOOOOOOO
LOUCOOOOOOOOOOOO
Mas não fico anunciando na rua
Isso fica entre aqueles
Que sabem que a loucura
É nossa querida menina amiga
De sempre tão amamentadora
Das nossas besteiras ilusórias
Na desordem urbana
Onde catamos latinhas de sonhos
Que mastigamos com bebidas
Sopradas pelo vento dos 
Choques de realidade na cara
E bem lá dentro
Bem lá dentro mesmo
Dos olhos de nossos cus

Inominável Ser
UM LOUCO
UM POETA
UM REALISTA




Isto Não É Poesia, É Um Atentado Terrorista


Photo by Haris Nukem

E na certa em toda calada
De uma noite onde putas jogam cartas
Com santas depravadas
Eu encontre minha garota encantada
Cheia de piercings na buceta
E tatuagens até na sola dos pés
Uma Suicide Girl para meu 
Particular jogo de terror

Onde está mesmo a graça?
Onde está mesmo a farsa?
Onde está mesmo a farra?
As portas das porras das casas
Das porras dos meus vizinhos
Sempre estão abertas
Essas porras sempre estão
Em puta festa
Essas porras sempre estão
Em caralho de festa
E eu no terror vasto das paredes
Sufocantes do meu quarto

Ouvir Joy Division dá nisso
Toda minha verdade explode
Na poesia mais terrível
E mais temível
E mais sincera
Que eu trago dentro de mim
Poesia escoltando a fúria
Que me acompanha
Poesia afogando o amor
Que tento acompanhar
Poesia escancarando o terror
Que sempre há de me acompanhar

É tudo questão de saber levar
E de saber refletir sobre
A cadela estúpida chamada solidão
Sabe?
A merda fede bastante daqui 
Deste ângulo onde estou
A merda de ter quarenta anos
E nem saber o quanto este
Ato de terror que é viver
Vai me fazer ainda rastejar
Por aqui neste vaso sanitário
Chamado Planeta Terra

"Refazer a vida"
"Ter esperança"
"Ser positivo"
"Ser pacífico"
"Ser tranquilo"
"Ser bonzinho"
"Ser como todos são"
Vá para a casa do caralho
Eu sei bem como se sente
O homem-bomba do Hamas
O atirador do Estado Islâmico
O assassino da Al Qaeda
Quando O Terror 
Fala mais forte

Mas
Não se preocupem
Amiguinhas & Amiguinhos
Os únicos atentados terroristas
Que cometerei até o fim
Do terror que é o meu existir
Na pocilga terrestre
Serão versos como estes
Que se perderão aqui
Nesta Linha do Tempo
De uma rede social
Que não socializa nem mesmo
Baratas comendo açúcar
Na pia da cozinha cheia de gordura
Da casa de algum terrorista
(Bem porquinho, por sinal...)

Inominável Ser
POÉTICO
TERRORISTA
DOS VERSOS
EM SEU EXISTIR
DE TERROR