sexta-feira, 23 de junho de 2017

Isto Não É Poesia, É Um Pedido Desesperado


Photo by Haris Nukem

Um bilhete escrito para todos
Fora do infanticídio que cometemos
Conosco mesmos dilacerando
As crianças ainda dentro de nós
Quando esquecemos da virtude
Que jaz naquilo que mantém
Cada piscar de alguma luz
Em nossos corações
Não fazendo com que
A externa poluição dos atos
E desgraçados fatos
Deste mundo desgraçado
Apague-as por completo

Não estou sendo brega
Caralho
Não estou sendo piegas
Caralho
Não estou sendo careta
Caralho
Não estou sendo lamurioso
Caralho
Estou apenas sendo eu mesmo
Em mais um poema meu
Onde desfilo meu torto pensamento
E agrido com a ênfase de um
Espancador de mentes atrofiadas
E caras & corações de pedra

Sou apenas um poeta pobre
Caralho
Sou apenas um homem cansado
Caralho
Sou apenas um cidadão anônimo
Caralho
Sou apenas um pequeno inseto
Caralho
Mereço ser por isso mesmo ouvido
Neste gigantesco meio perdido
Onde vozes se caiam por medo
Ou por covardia
Ou por não quererem agredir
O abiguinho ou a abiguinha

Seja você mesmo
Caralho
Seja um gritador
Caralho
Seja um agitador
Caralho
Seja um provocador
Caralho
Um agressor mesmo solitário
Um doente incurável
Um sensível médium de um
Conceito cheio de recados
Para quem quiser ler
Para quem quiser ouvir
Para quem quiser entender
Para quem quiser receber
Para quem quiser assimilar

Seja você
Caralho
Seja você
Caralho
Seja você
Caralho
SEJA VOCÊ
CARALHO
E agite sem bandeiras
E crie sem badernas
E inspire sem impor
E aspire sem ambicionar
Toda uma gama de obras
Que te façam ser um ser
De verdade

O mínimo que pode acontecer
É todos te abandonarem

O máximo que pode acontecer
É você ficar falando sozinho

Mas
Vá por mim
Vale a pena esta guerra
Falo por experiência própria
Carregando cada ferida
De cada uma
Das minhas batalhas

Inominável Ser
UM SOLDADO
DE INOMINÁVEIS
VERSOS




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