segunda-feira, 5 de junho de 2017

Uma Necessidade De Meditação


Sygin


Sempre neste Inverno
No Inferno tropical
Em que morro,
Me vejo com
A nórdica necessidade
De meditar sobre
Teorias
E axiomas
E aforismos
E sofismas
Sobre Ódio
E Amor.

Todos mentem
Quando dizem
Amar?

Todos dizem
A verdade
Quando falam
Com Ódio?

Todos sabem
Verdadeiramente
Amar?

Todos sabem
Verdadeiramente
Meditar?

Ou é a
Brasileira necessidade
De ser perdedor
Que leva tudo
E todos
A se perderem
Entre O Ódio
E O Amor?

Meditação besta,
Meditação seca,
Meditação idiota,
Isto aqui mais parece
Um poema de um
Louco babaca
Do hospício mais
Próximo de um
Campo de extermínio...

Eu somente sei,
Querida garota
Sem nome
Aqui ao meu lado,
Que o Inverno
Em mim
Neste Inferno
Também me leva
À necessidade grega
Do Belo...

Assim,
Toda meditação passa,
Todo o resto se rasga,
Tudo vira pó,
E eu te admiro
Como você é
Entre paisagens
Frias,
Belas
E mais vivas
Do que a loucura
Dos mortos
Desta terra.

Quero abandonar
Logo esta veste,
Esquecer de meditar
Sobre Amor,
Sobre Ódio,
Mas,
O meu tempo
Ainda não chegou...

E eu tenho
Que pensar
Nisso tudo mesmo,
Posto que não sou
Alienado
E nem procrastinador!

Sinceramente,
Ao longo de uma
Necessidade indiana,
Eu queria mesmo
É que você dançasse
Sobre o meu cadáver
E me livrasse logo
Desta porra de
Mundo Carnal!

Pena que ainda não é
A minha hora,
Inominável Garota
De Uma Necessidade
Inominável!

Quando chegará...

Ah,
Vou começar
DE NOVO
a meditar...

Inominável Ser
NECESSITANDO
SAIR DA CARNE
EM DEFINITIVO




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