segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Beba Comigo Pelas Madrugadas


Undead Soul Eater - Dahlia Khodur


Beba comigo pelas madrugadas,
vivo ou morto,
sóbrio ou bêbado,
lúcido ou drogado,
desperto ou adormecido,
não pergunte o meu nome,
apenas se entregue,
apenas me pegue,
apenas beba,
seu verme.

Beba
como se fosse a última
de todas as bebidas
que o mundo
poderia te oferecer.

Beba
como se fosse a primeira
das riquezas formadas
antes mesmo
da Escuridão
Nascer.

Beba
como se tuas forças
fossem dependentes
unicamente
da bebida que
lhe ofereço.

Beba
como um sempre sedento
pelo Néctar Proibido
que nem os Deuses
e os Demônios
ousam provar.

Beba
como um sempre ávido
pelo Mar Inominável
que nem O Um
Ousa Manifestar.

Beba,
seu verme,
disto que
te ofereço
como A Santa
que canonizada foi
pelas Noturnas
Igrejas Ocultas,
como A Prostituta
que se deitou
com O Dragão
nas profundezas
das luas.

Beba,
seu verme,
disto que
te trará
talvez
O Fim,
talvez
O Inicio.

Beba,
seu verme,
disto que
te dirá
muito sobre
você
e nada sobre
mim.

Beba,
seu verme,
disto que
te revelará
um Tesouro Infinito
sobre os Ossos
Dos Mundos
e uma Absoluta Miséria
sobre os Trapos
Da Criação.

Beba,
seu verme,
eu
peço,
eu
rogo,
eu
suplico,
eu
ordeno…

Beba,
seu verme
decadente…

Beba,
seu verme
putrefato…

Beba,
seu verme
destroçado…

Beba,
seu verme
insosso…

Beba,
seu verme,
de tudo que
as madrugadas
depositaram
do Lixo
e da Opulência
Transcendentais
em minha
taça...

Beba comigo pelas madrugadas,
violento ou pacífico,
sensual ou puritano,
egoísta ou altruísta,
louco ou são,
adivinhe meu nome,
apenas se negue,
apenas me afirme,
apenas beba,
seu verme.

Inominável Ser
UM VERME
A BEBER




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