quinta-feira, 10 de maio de 2018

Com Um Inominável Malandro Na Grande Lapa



Boêmios que se fazem como partes de tudo a se mover na noite; navalhas, punhais e adagas em magias sob a luz do luar; a dança como um constante festejo ao Coração que bate dentro da Grande Noite; a essência dos elementos trabalhados em todos os desafios posicionados; a admiração pelo trabalho em um local dos mais sagrados: a amada Grande Lapa. Mas, Esta não é a conhecida Lapa dos encarnados, é a Lapa Invisível, o Grande Palco dos Malandros e das Malandras, Encruzilhada Espiritual onde toda a Malandragem tem Seu Ponto De Poder Firmado. E foi lá que encontrei um Inominável Malandro, gingando e caminhando entre seus Irmãos Em Malandragem, com um cigarro na mão esquerda e um copo de uísque na mão direita. E com um sorriso que queima almas perturbadas, Ele me contou como trabalha nas Terrestres Trevas. E nos versos a seguir, transmito o que daquele respeitadíssimo Malandro ouvi.



Bandos de degenerados,
Bandidos
Altos,
Bandidos
Baixos:
Todos passam
Por suas mãos,
Recebendo
Encaminhamento
Ou
Recebendo
A prisão.

Mulheres perdidas,
As perdidas
Por opção,
As perdidas
Sem opção:
Todas bebem
De seu uísque,
Algumas
Continuando na
Perdição,
Outras
Chorando pedindo a
Salvação.

Desviados do Caminho,
Feiticeiros
Assassinos,
Rebeldes
Espirituais:
A cada um
Ele aconselha,
Queimando
Com Seu cigarro
Os agressores,
Orientando
Com as cinzas
Do mesmo cigarro
Os que começam
A querer mudar
De teores.

Kiumbas
Carregando
Desgraças,
Kiumbas
Carregando
Maldições,
Kiumbas
Carregando
Misérias:
Eles a todos
Arrasa
Com seu sapateando,
Fazendo cada um
Ajoelhar-se
Diante da Espada
De Ogum
Em Seus olhos.

Magos Negros
Conscientes
De suas Obras,
Magos Negros
Inconscientes
De suas maldades:
Contra cada um,
Ele trabalha
De um jeito,
Com muitos
Sendo na
Porrada,
Com outros
Sendo na
Lábia.

Drogados
Que ainda buscam
Seus vicios,
Bêbados
Que ainda buscam
Qualquer garrafa:
Ele garante
A cada um
A ajuda
Necessária,
Guiando com
As mãos
E as palavras
Em direção aos
Mestres
E Mestras
De cachimbo
Da Grande Senzala.

Errantes
Enlouquecidos,
Eremitas
Destroçados,
Solitários
Deteriorados:
Com Sua
Magia,
Escondida debaixo
Do chapéu
Que apenas retira
Diante de um
Fino trabalho,
Ele abraça
A cada um
Com respeito
Dos mais
Caridosos.

Assim me disse
Como trabalha
Aquele Inominável
Malandro,
Um Trabalhador
Da Grande Lapa,
Na Eterna Noite
Que por lá
Governa.

Fumei
O cigarro Dele,
Bebi
Do uísque Dele,
Apertei
Sua mão direita
Firme como
A maior rocha
Do Invisível.

Ele
Gingou para todas
As esquerdas,
Ele
Gingou para todas
As direitas.

Ele
Gargalhou por todas
As encruzilhadas,
Ele
Gargalhou por todos
Os abismos.

Ele
Está em todas
As fossas,
Ele
Está em todos
Os poços.

Ele
Trabalha no meio
Do incêndio,
Ele
Trabalha no meio
Das sombras.

É um Malandro
Repleto de
Obras,
É um Malandro
Repleto de
Responsa.

SALVE MALANDRAGEM!!!

SALVE MALANDRAGEM!!!

SALVE MALANDRAGEM!!!

SALVE MALANDRAGEM!!!

SALVE MALANDRAGEM!!!

SALVE MALANDRAGEM!!!

SALVE MALANDRAGEM!!!

SALVE MALANDRAGEM!!!

SALVE MALANDRAGEM!!!



Assim foi tudo na Grande Lapa. Assim continua sendo tudo na Grande Lapa. Assim continuará sendo tudo na Grande Lapa. O Inominável Malandro fumando o cigarro que esclarece desencontradas almas. O Inominável Malandro bebendo o uísque que harmoniza perturbadas almas. Um Trabalhador dançando entre as Trevosas Estradas, sem medo dos que urram, berram e rangem os dentes. Um respeitoso e respeitável Trabalhador do Grande Guerreiro, levando a Espada Deste até o mais fundo das Trevas. E cortando quem tem que cortar. E defendendo quem tem que defender. E resgatando quem tem que resgatar.


Inominável Ser
QUE NA
GRANDE LAPA
APRENDEU MUITO
COM UM
INOMINÁVEL
MALANDRO




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